BRF, Aurora e Marfrig já podem exportar para China

As unidades processadoras de carnes suínas de BRF Brasil Foods em Rio Verde (GO), do Mabella, empresa do Grupo Marfrig, em Caxias do Sul (RS) e da Aurora - Cooperativa Central Oeste Catarinense, em Santa Catarina, foram as três primeiras autorizadas a exportar para a China. Segundo o Ministério da Agricultura, a informação foi publicada hoje pela Administração-Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena daquele país.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

26 de maio de 2011 | 20h29

O início do comércio de carnes suínas com o mercado chinês ocorre um mês após o anúncio da abertura do mercado para o produto do Brasil, ocorrido durante visita da presidente Dilma Rousseff àquele país. Segundo o Ministério da Agricultura, nos próximos dias os governos dos dois países vão fechar os termos do certificado sanitário que contém os requisitos para o início dos embarques da carne suína nacional.

"Enquanto isso, o setor privado já está programando a produção de acordo com as exigências chinesas", informou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Luiz Carlos Oliveira. Nesta semana, Oliveira se reuniu com representantes da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). No encontro, foram acertados os requisitos específicos do mercado chinês, que envolvem determinado tipo de animal e ração e o modo de criação do rebanho, por exemplo.

Durante a visita da presidenta a Pequim, os chineses também anunciaram a aprovação de mais 25 frigoríficos brasileiros habilitados a vender carne de frango e outros cinco de carne bovina. No ano passado, as importações dos produtos desses animais renderam US$ 225,6 milhões ao Brasil, dos quais US$ 219,6 milhões de carne de frango. Em 2010, o Brasil foi o principal fornecedor de carne de aves para os chineses.

Desde 2008, a China é o principal comprador de produtos agropecuários brasileiros. Segundo o Ministério da Agricultura, nos últimos três anos as exportações brasileiras para a China cresceram 214%, passando de US$ 3,5 bilhões, em 2007, para US$ 11 bilhões em 2010.

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