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BRF e trabalhadores vão discutir reajuste salarial em junho

Categoria decidiu suspender ato previsto para esta terça-feira e vai tentar negociar com a empresa

O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 19h41

Os trabalhadores da BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, suspenderam o protesto previsto para esta terça-feira, 10, contra a proposta de reajuste salarial. A categoria e a empresa concordaram em realizar uma reunião no dia 6 de junho para tentar chegar a um acordo.

A Confederação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (CNTA), que representa a categoria, diz que só foi procurada pela empresa após a convocação do ato. A BRF alega que está em constante diálogo com os sindicatos.

Desde o ano passado, a BRF adota um novo modelo de remuneração, estendendo uma prática que já era usada para gestores e setor comercial. De acordo com a empresa, o método prioriza a meritocracia e resultados da unidade a que o funcionário pertence.

A CNTA classifica a política como "perversa". "Nós convocamos uma reunião para o dia 27 de abril e a empresa não havia se manifestado até hoje", afirmou o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, na página da entidade no Facebook. Ele não descarta a possibilidade de uma greve se as negociações não avançarem.

O assessor do Dieese para confederação de trabalhadores, Alexandre de Moraes,  diz que a empresa estaria oferecendo reajustes salariais inferiores à inflação. Para a data base de novembro, por exemplo, a indústria teria oferecido reajuste de 5,5% contra uma inflação de 11% acumulada no período.

Ele informa que há 35 fábricas espalhadas pelo País que empregam 110 mil trabalhadores. O consultor do Dieese destaca que oferta da empresa está muito aquém do seu desempenho. A companhia encerrou 2014 com crescimento de 40% no lucro, apesar do cenário de recessão na economia.

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