BRF espera vendas maiores em 2015, mesmo com economia fraca

Gigante de alimentos tem planos de expansão na Ásia, por meio de parcerias ou operações de fusão e aquisição

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2014 | 02h03

A BRF espera que 2015 seja um ano de expansão em volume de vendas para a companhia tanto no mercado doméstico quando nos mercados internacionais, afirmou ontem o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Augusto Ribeiro Júnior. "2014 foi um ano de reestruturação. No segundo semestre deste ano já apresentamos um crescimento muito mais acelerado em todas as categorias da companhia. Para 2015, a expectativa é ter bons resultado de crescimento em volume", disse o executivo durante conversa com jornalistas, em São Paulo.

Segundo Ribeiro, a expansão do volume comercializado pela empresa no mercado interno deverá ficar acima do observado neste ano, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador. Até o terceiro trimestre de 2014, o aumento médio das categorias de produtos da BRF vendidas no Brasil ficou entre 2% e 3%. Ainda de acordo com Ribeiro, o foco da companhia no País no curto e médio prazo será no pequeno varejo. "Este foi um ano difícil para o varejo brasileiro, mas o pequeno varejo é o canal que mais cresce", disse ele.

Já para os mercados internacionais, a perspectiva é de um crescimento modesto. "No mercado internacional ainda não vai ser um ano robusto de crescimento de volume. A nossa estratégia é ter um crescimento seletivo, adequando a oferta à demanda", disse o executivo.

Segundo ele, a BRF mantém planos de expansão internacional por meio de parcerias ou de operações de fusão e aquisição. "E foco para o crescimento inorgânico da companhia no mercado internacional é a Ásia", afirmou. Em novembro, a companhia inaugurou a sua primeira fábrica fora do Brasil, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A opção de exportar o modelo de produção própria em outros países também não está descartada.

Em relação às exportações, a expectativa da BRF também é positiva. Além da crescente demanda internacional por proteínas, a queda dos preços dos grãos deve trazer ganhos de rentabilidade em 2015. / GABRIELA VIEIRA

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