BRF faz sucessão após 'interino'

Galeazzi vai 'passar bastão' no fim deste ano

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h02

Há pouco mais de um ano, o executivo Claudio Galeazzi - conhecido no mercado pelas "mãos de tesoura" - chegou à empresa de alimentos BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, para melhorar os números da companhia e adotar um estilo de gestão baseado em resultados e meritocracia, no modelo da gigante das bebidas Ambev. Depois de um ano à frente do negócio, prepara sua sucessão - agora, com uma "prata da casa".

O estilo de gestão de Galeazzi geralmente envolve uma reestruturação do negócio. No caso da fabricante de alimentos, foi tirar o foco do negócio da indústria e transferi-lo para as necessidades do varejo. No processo, houve uma série de substituições de executivos - de 9 vice-presidentes, 7 foram trocados - e um processo rigoroso de cortes de custos, que resultou na redução do pessoal administrativo em 17%.

Foi Galeazzi quem preparou seu sucessor. Trata-se de Pedro Faria, hoje presidente da área internacional da BRF, que assumirá o cargo em 2 de janeiro de 2015. O executivo é um dos fundadores da gestora de recursos Tarpon, dona de mais de 10% da BRF. A Tarpon foi responsável por arquitetar o plano de tornar o empresário Abilio Diniz, ex-Pão de Açúcar, sócio e presidente do conselho da companhia.

Em entrevista ao Estado, ao anunciar sua saída da BRF no fim do ano, Galeazzi disse que tem a "tradição" de preparar executivos que, após sua saída, ficam por um longo tempo no cargo. Segundo ele, foi o que ocorreu tanto nas Lojas Americanas quanto no Pão de Açúcar.

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