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BRF muda estratégia e deve captar R$ 4,4 bi em títulos

Martelo ainda não foi batido, nem os bancos assessores contratados, mas a ideia da companhia é aproveitar o frisson causado pelo balanço

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2019 | 06h00

ABRF monitora o mercado para levantar cerca de R$ 4,4 bilhões em emissões de renda fixa local e externa no lugar de uma oferta de ações subsequente (follow on). O martelo ainda não foi batido, nem os bancos assessores contratados, mas a ideia da companhia é aproveitar o frisson causado pelo balanço, que reverteu um prejuízo de R$ 1,432 bilhão no segundo trimestre do ano passado em um lucro de R$ 191 milhões no mesmo período deste ano, para alongar suas dívidas e reduzir a alavancagem no curto prazo. A estratégia é favorecida ainda pela perspectiva de maior demanda chinesa em decorrência da peste suína africana e o pipeline mais leve de novas operações de emissores brasileiros. No mercado local, a ideia da BRF, ao menos até aqui, é captar em torno de R$ 1 bilhão. 

Vem que tem

Já no mercado externo, a intenção da BRF é levantar US$ 850 milhões com investidores para recompra de papéis emitidos com custo maior. A companhia possui US$ 750 milhões em bônus que vencem em janeiro do ano que vem. Esses papéis foram emitidos em 2010 e pagam juro anual de 7,250%, o mais elevado entre todos os bônus que a empresa tem no exterior. 

Túnel do tempo

A última vez que a BRF acessou o mercado de dívida externa foi em 2016. Essa ausência, somada à elevada demanda recente dos investidores estrangeiros por títulos de dívida de emergentes e ao novo momento da empresa, tendem a beneficiar uma eventual operação lá fora. Outras empresas que acessaram o mercado externo recentemente, incluindo sua concorrente JBS, captaram a custos historicamente baixos. E provavelmente, a BRF deve aproveitar a volta das férias no Hemisfério Norte, em setembro, para emitir. 

Carona 

O balanço da BRF agradou o mercado. O papel subiu mais de 5% no dia da divulgação e a expectativa da companhia é justamente capturar esse otimismo. Ao comentar os resultados da empresa, na semana passada, o CEO global da BRF, Lorival Luz, admitiu que a companhia avalia formas de alongar suas dívidas e disse que o follow on não estaria mais no radar. Procurada, a BRF não comentou. 

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