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BRF quer ampliar liderança em halal com produtos de maior valor agregado

Empresa planeja em três anos duplicar as vendas de produto halal

Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2022 | 05h00

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vê espaço para duplicar em três anos as vendas de produtos halal de maior valor agregado. Para os próximos dez anos, a expectativa é de triplicar o resultado no nicho mais valorizado de alimentos que atendem aos princípios islâmicos. Em 2021, a empresa obteve, com halal, receita líquida de R$ 8,742 bilhões, dos quais pouco mais de R$ 1 bilhão com itens mais caros. Os planos acompanham novos padrões de consumo em países do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, diz Igor Marti, diretor executivo de mercado halal. A categoria halal tem peso relevante para a BRF: representou 18% da receita líquida do ano passado, de R$ 48,3 bilhões, e 40,6% dos R$ 21,8 bilhões obtidos no exterior.

Liderança consolidada

A Sadia é líder em halal, com 38% do mercado global. O plano é consolidar a posição acompanhando as mudanças em algumas nações islâmicas. Caso da Arábia Saudita, onde as mulheres foram autorizadas a dirigir e os consumidores se mostram cada vez mais exigentes.

Próximos passos com parceiro local

Marti diz que “qualquer novo projeto” na Arábia Saudita virá da joint venture com o fundo soberano do país (PIF) anunciada em janeiro. “Estamos trabalhando na parceria. Dedos cruzados.” Para os árabes, será um meio de garantir segurança alimentar e desenvolver a indústria local, explica.

Passo firme

A agfintech Nagro espera conceder neste ano R$ 340 milhões em crédito direto a produtores, especialmente aos pequenos, 36,5% a mais que em 2021. Conta hoje com 160 mil agricultores cadastrados, 3,2% do total do Brasil. A Nagro também fornece soluções de análise de risco para 206 empresas do setor, como revendas e fabricantes de insumos, cooperativas e tradings, que antecipam recursos aos produtores. Desde 2017, a fintech analisou operações dessas companhias que somam mais de R$ 50 bilhões.

 

Agrega

O Plano Safra da Agricultura Familiar deste ano pode revisar o teto da receita dos produtores que buscarem o crédito oficial. A mudança está em discussão na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura. O secretário, Márcio Cândido, conta à coluna que a ideia é ampliar o limite para acima dos atuais R$ 500 mil de renda bruta anual. “Com os preços maiores (das commodities), a renda do produtor familiar também aumenta”, justifica.

Plus

A expectativa da pasta é de mais recursos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no plano, que tem vigência a partir de 1.º de julho. “É necessário atender à demanda (do setor) e aos custos mais elevados. Vamos defender essas propostas junto ao Ministério da Economia”, diz Cândido.

Circular

A multinacional de fertilizantes Yara e a empresa de embalagens Packem fechar uma parceria para a produção de big bags para fertilizantes. A novidade é que o produto poderá ser totalmente reciclado após o uso, se transformando em nova embalagem de adubo. A Yara espera começar a entregar o insumo nas novas embalagens ainda este ano. “Queremos o quanto antes usar em 100% da nossa produção essa modalidade”, diz Fabiana Vargas, diretora de Compras Indiretas da Yara Bras.

Vai crescer

Para atender à demanda da Yara e de outros players do setor, a Packem vai construir fábrica em Aurora (SC), ao lado de sua sede atual. O investimento soma R$ 80 milhões, sendo R$ 56 milhões para compra de equipamentos e o restante em capital de giro, financiado pelo Itaú BBA. A fábrica, com capacidade para 6,4 milhões de big bags por ano, vai mais do que dobrar a capacidade de produção da Packem, hoje em 5 milhões.

Desaceleração da China no mercado de soja

A China tem buscado menos soja no mercado, depois que os preços subiram e a produção de suínos ficou menos atrativa. O Departamento de Agricultura dos EUA prevê importação menor ante os últimos dois anos. Os temores sobre o efeito de novo surto de covid-19 em Xangai pioram a perspectiva. Analistas, porém, dizem que é questão de tempo para os chineses voltarem a se abastecer. 

Brasileiros vão à Índia tratar de biocombustíveis

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, e delegação vão à Índia esta semana para discutir contribuição na área de biocombustíveis. O país, produtor de cana, quer fabricar mais etanol, como o Brasil. “Esperamos passar informações”, diz Mário Campos, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético.

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