BRIC: demora de ajuda ao FMI não está ligada às cotas

O ministro das Finanças da Índia, Pranab Mukherjee, afirmou que a decisão dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) de adiar o anúncio de quanto iriam contribuir para os US$ 430 bilhões que estão sendo levantados no Fundo Monetário Internacional (FMI) não estaria conectada à falta de progresso na reforma de cotas.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de abril de 2012 | 12h38

O ministro indiano disse que a demora está ligada a considerações práticas, acrescentando que seu país iria determinar o tamanho da sua contribuição após conversar com o primeiro-ministro.

Mukherjee incitou, neste domingo, os países que integram o Fundo - e que ainda não ratificaram a reforma do programa de cotas - ajam rapidamente quanto ao tema.

As reformas, que foram decididas em acordo em 2010, são destinadas a dar às nações emergentes mais voz nas decisões do FMI, mas não entrarão em vigor até que 70% dos países membros tenham ratificado as mudanças.

Entre os países que precisam aprovar as modificações estão os Estados Unidos. A administração Barack Obama ainda não decidiu quando irá buscar apoio do Congresso para a reforma de cotas do Fundo.

Mukherjee disse que ainda faltam decisões de 16% dos países para que a marca de 70% seja alcançada. "Então, pedimos aos países que ainda não ratificaram que façam isso", afirmou.

Mukherjee citou que houve discussões, em Washington, sobre a próxima rodada, que deve estar concluída em 2014, de debates para a reforma de cotas.

As nações dos Brics querem que as reformas decididas em 2010 sejam completadas neste ano, conforme havia sido planejado, e também querem nova rodada de reformas, no qual o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de um país seja o fator determinante para a participação de cada um. As informações são da Dow Jones.

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