Brics estudam criar fundo virtual de reservas

Líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul disseram nesta segunda-feira que vão estudar um plano para colocar e deixar disponível parte de suas reservas para cada um deles no caso de dificuldades financeiras. Será um fundo virtual, disponibilizado por cada país quando for necessário, de acordo com o ministro de Fazenda, Guido Mantega.

PATRÍCIA BRAGA, Agencia Estado

18 de junho de 2012 | 19h09

Os países do chamado Brics não discutiram quanto cada um vai colocar no fundo virtual, mas aqueles com reservas maiores contribuirão mais, afirmou Mantega. Os recursos são restritos a países do grupo.

O arranjo permite aos bancos centrais fazerem empréstimos emergenciais para ajudar a manter os mercados com liquidez. "Esse é um passo na direção do aumento na confiança", afirmou Mantega a jornalistas após encontro dos líderes, realizado antes da reunião formal do G-20. "Esse é o tipo de mecanismo que fortalece as finanças internacionais."

O aumento da confiança é um esforço necessário porque a economia global está piorando e os países europeus não conseguem convencer os mercados financeiros que suas soluções funcionarão, afirmou Mantega. Segundo o ministro, economias em todo o mundo precisam de mais estímulo e gastos com investimentos para alavancar o crescimento e reconquistar a confiança dos mercados e da população.

Os países emergentes querem que o G-20 endosse mais este tipo de gasto, mas não está claro ainda se isso acontecerá. "Vai depender dos países desenvolvidos", explicou o ministro. "Esperamos que os países avançados adotem mais medidas de estímulo."

Os países concordaram também com o aumento de suas contribuições para o Fundo Monetário Internacional (FMI), para dar à instituição mais poder de fogo para ajudar os países em enfrentam dificuldades financeiras. Quatro dos cinco integrantes do Brics já decidiram quando darão, e podem anunciar o valor durante a reunião do G-20. As informações são da Dow Jones.

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