Brics irão superar desenvolvidos no PIB global, diz economista

Diretor do Bradesco diz que EUA e países da zona do euro vêm perdendo participação e emergentes, ganhando

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

06 de março de 2008 | 19h34

Em sete anos, a participação dos países emergentes no Produto Interno Bruto (PIB) vai superar a dos países desenvolvidos, previu nesta quinta-feira, 6, na reunião do Institute of International Finance (IIF) o diretor do Bradesco, Octávio de Barros. Segundo ele, atualmente a participação de Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) no PIB mundial é de 21,47%, aproximadamente a mesma que a dos Estados Unidos, que é de 21,44%. Barros mostrou que os Estados Unidos e os países da zona do euro perderam participação relativa no PIB global nos últimos anos, enquanto os emergentes ganharam, especialmente a China. De acordo com as suas estimativas, a China vai se tornar a maior economia do mundo em 2020, superando os Estados Unidos. Sua hipótese para isso é de que a China terá uma expansão média anual do PIB de 8%, enquanto a dos Estados Unidos será de 2,7% ao ano. Barros destacou que o grande crescimento chinês dos últimos anos mudou o patamar dos preços das commodities, favorecendo países como o Brasil, que são exportadores desses produtos. "Não acho que os preços das commodities vão voltar à média histórica. Acho que nos próximos cinco, dez ou 15 anos vão permanecer altas", afirmou. Barros ressaltou que cerca de 62% de todas as exportações brasileiras são de commodities. Ele também registrou que 55% das exportações nacionais vão para mercados emergentes e que os Estados Unidos estão perdendo relevância nas exportações brasileiras, enquanto o Brasil ganha participação no mercado mundial. O economista também observou que desde maio de 2007 a China não está contribuindo mais para manter a inflação baixa. Pelo contrário, "ela exporta inflação", disse.

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