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Brics mostram preocupação com economia global

O documento divulgado em Nova Dhéli, ao final do encontro dos Brics, o grupo de países emergentes que agrega Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mostra a "preocupação com a situação econômica global" e alerta para a "instabilidade dos mercados, principalmente na zona do euro". Também fala em preocupação com o clima de incerteza em relação ao crescimento mundial, provocado pelos fortes ajustes fiscais nos países mais ricos e pelo crescimento da dívida pública.

TÂNIA MONTEIRO, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

29 de março de 2012 | 16h58

Os países pregam ainda a necessidade de vencer barreiras que pararam o comércio, pois todos os integrantes do Brics estão sofrendo com redução do crescimento de suas economias nos últimos anos. Um discurso, no entanto, animou os participantes. O presidente chinês, Hu Jintao, mesmo ressalvando que existem muitos desafios pela frente, anunciou a disposição de manter um desenvolvimento sustentável e prometendo "crescimento forte" para a China.

Na "Declaração de Dhéli", que contém 50 pontos, os países foram unânimes em pedir reformas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e alteração urgente no sistema das duas organizações, para garantir o atendimento dos interesses das nações mais pobres. Condicionaram ainda os novos aportes de recursos para as instituições ao aumento das cotas de participação dos países emergentes.

A proposta de criação de um banco de desenvolvimento para financiar projetos de infraestrutura nos países dos Brics, entretanto, ficou apenas no terreno das intenções. No documento final, os cinco países criaram um grupo de trabalho para discutir a proposta, mas o desejo do presidente sul-africano Jacob Zuma de que o banco saísse do papel no ano que vem tem remota chance de acontecer. O novo banco não deve sair do papel antes de 2014. A ideia do que poderia ser chamado de "Banco dos Brics" era oferecer financiamentos para os países do grupo, em alternativa ao Banco Mundial e FMI, para suprir a limitação atual de investimento.

Ao final da assinatura da declaração conjunta, os bancos de desenvolvimento de Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul assinaram um acordo com definição das regras gerais para a concessão de linhas de crédito em moeda local, com o objetivo de aumentar o comércio entre os Brics. Com isso, se a empresa de um país quiser investir em outro país do grupo, o seu banco de desenvolvimento repassa o valor do investimento para o banco de fomento local, que empresta o dinheiro para a empresa tocar seu negócio, facilitando a internacionalização dos investimentos. A próxima reunião dos Brics será na África do Sul.

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