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Brics são contra controle de acúmulo de reservas, afirma Mantega

Ministro acredita que os emergentes terão de continuar acumulando reservas enquanto não houver um sistema financeiro seguro

Daniela Milanese, enviada especial da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 16h57

Os países membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e agora a África do Sul) se reuniram na tarde de hoje para buscarem posições a serem apresentadas na reunião do G-20, que começa nesta sexta-feira, 18, à noite, em Paris. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o grupo se colocará contra o estabelecimento de limites para o acúmulo de reservas internacionais. Ele acredita que, enquanto não houver um sistema financeiro seguro, os países emergentes terão de continuar acumulando reservas. "Se houver uma crise, quem irá nos socorrer?", questionou.

Os países também se opõem à imposição de regras e limites para o controle de fluxos de capital, como está sendo discutido por membros do G-20. Na última reunião de cúpula, em novembro do ano passado, o grupo havia dado sinal verdade para as medidas dos emergentes que estavam sofrendo forte entrada de recursos.

Para Mantega, cada país deve adotar as medidas que quiser. "O Brasil não abre mão de fazer o que achar necessário", afirmou. Conforme o ministro, a expectativa é de que o fluxo de capital para os emergentes continue crescendo neste ano, depois do salto de 50% registrado em 2010.

Brasil, Índia, Rússia e China decidiram incluir a África do Sul ao Bric. O país, que representa a maior economia da África, já participou da reunião de hoje. "O grupo fica reforçado e mais representativo", disse Mantega. 

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