Brics temem contágio do relaxamento monetário mundial, diz ministro russo

Cinco emergentes do grupo precisam de maior coordenação para combater efeitos das políticas dos países desenvolvidos, defende a autoridade

Stefânia Akel, da Agência Estado,

19 de julho de 2013 | 12h32

MOSCOU - Os cinco país emergentes conhecidos como Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - estão preocupados com os efeitos do contágio das políticas de relaxamento monetário das economias desenvolvidas, disse o ministro de Finanças russo, Anton Siluanov, nesta sexta-feira. Segundo ele, os Brics estão pedindo mais coordenação para poderem ajustar seus orçamentos e políticas monetárias e combater esses efeitos.

Após se reunir com os ministros dos quatro outros países do Brics, Siluanov disse a repórteres que eles estão profundamente preocupados "com o efeito do contágio porque os países emergentes enfrentaram os maiores problemas após o anúncio de um possível fim da política de relaxamento quantitativo, uma vez que isso enfraqueceu suas moedas e diminuiu suas produções industriais".

A reunião ocorreu pouco antes do encontro do G-20. Siluanov disse que os ministros dos Brics foram unânimes ao dizerem que precisam haver políticas de relaxamento quantitativo coordenadas e um entendimento maior dos critérios para o ritmo da acomodação monetária. Ele acrescentou que a coordenação dessas políticas e seus efeitos de contágio podem entrar no comunicado do G-20 que os ministros assinarão amanhã.

"Essa coordenação vai ajudar os países em desenvolvimento a definirem seus orçamentos e políticas monetárias", afirmou o ministro russo. Segundo ele, diferentemente da reunião anterior do G-20, o perigo da desvalorização cambial competitiva não está mais em discussão.

Siluanov afirmou também que os Brics continuam a discutir a questão de um banco conjunto e que os governos nomearam autoridades para lidarem com o assunto. No entanto, ele deixou claro que a criação do banco não ocorrerá em breve, uma vez que os países ainda precisam definir capital, gestão e outras questões. Fonte: Dow Jones Newswires.

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