Bridge pedirá concordata; Bloomberg oferece ajuda

A norte-americana Bridge Information Systems, serviço de notícias financeiras, informou ontem que vai pedir concordata e que fechou um acordo com seus credores para refinanciar sua dívida de mais de US$ 700 mi. A empresa informou que vai obter US$ 150 mi de seu maior acionista, Welsh, Carson, Anderson & Stowe. Segundo a empresa, a concordata não vai afetar suas operações diárias. Pelo plano de concordata, a empresa prevê a conversão de US$ 340 mi da dívida em títulos. Os US$ 400 mi restantes serão reescalonados e pagos com a venda de alguns ativos fora da atividade principal da empresa. Michael Bloomberg, fundador do serviço de notícias financeiras concorrente Bloomberg, disse em comunicado interno que poderá ajudar a Bridge, "se a empresa pedir", mas não deu detalhes, informa hoje o jornal The New York Times. Uma fonte próxima à empresa disse ao jornal que a ajuda não deve ser na forma de aquisição da Bridge. A Dow Jones recebeu US$ 150 mi em ações preferenciais conversíveis e resgatáveis em cinco anos como parte da venda de sua unidade Telerate para a Bridge em 1998. O valor agregado, incluindo dividendos, antes do writedown (declaração de perda) no terceiro trimestre, era de US$ 162,6 mi. A Dow Jones pode ter exposições adicionais à Bridge, uma vez que a companhia poderá ter de fazer pagamentos aos fornecedores de dados financeiros Cantor Fitzgerald Securities e Market Data Corp. se a Bridge for incapaz de fazer esses pagamentos. As informações são da agência Dow Jones.

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