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Bridgestone abre PDV no Brasil e espera adesão de 10%

Após uma semana de negociações, o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo fechou nesta madrugada acordo com os diretores da empresa Bridgestone Firestone para tentar evitar a demissão de parte dos 3.300 funcionários da filial da multinacional no Brasil. As negociações se concentraram na aprovação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que prevê o pagamento, além das verbas rescisórias, de 1/4 do salário por ano trabalhado, até o limite de sete salários e meio, e de seis meses de convênio médico para o funcionário que preferir ser dispensado. A empresa afirma que os estoques de pneus continuam elevados e acredita que pelo menos 10% dos funcionários devem aderir ao programa.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

17 de março de 2009 | 18h09

De acordo com o sindicato, o PDV aberto pela Bridgestone deve durar uma semana, mas esse período pode ser estendido caso a empresa não atinja o número de adesões esperado. Para o presidente do sindicato, Terezinho Martins da Rocha, houve avanços nas negociações, mas a ameaça de demissão não interessa a nenhum dos lados. "Não quero discutir demissão, mas não teve outro jeito", lamentou.

De acordo com a diretora de Recursos Humanos da Bridgestone, Simone Hosaka, as negociações com o sindicato continuam na semana que vem, quando a empresa e sindicalistas discutirão o próximo passo caso o PDV não receba o número esperado de adesões. Ela não descarta a possibilidade da redução de jornada de trabalho até que se atinja o nível de produção de acordo com a demanda atual. "Estamos empenhados em encontrar soluções que preservem o maior número possível de empregos e, ao mesmo tempo, assegurem a sustentabilidade da empresa", afirma.

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