Briga com a Apple é prejudicial à Samsung e à RIM, dizem analistas

Para especialistas, empresas deveriam se concentrar em outros nichos ou produtos com preços mais baixos

REUTERS, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

Apesar de os maiores nomes da tecnologia se prepararem para enfrentar o iPad, da Apple, analistas consideram que a melhor estratégia seria evitar o confronto direto com a empresa e se concentrar em nichos de mercado e produtos de baixo preço.

Um ano atrás, especialistas do setor debatiam se havia mercado para um aparelho que ocupasse a lacuna entre laptops e celulares inteligentes. Agora, Samsung Electronics e Research in Motion estão entre os mais recentes adversários a responder ao aparelho da Apple. O iPad atrai muitos compradores com sua interface enxuta e aplicativos de música, vídeo e software. Executivos também podem utilizá-lo como tela portátil para apresentações.

Antes da apresentação de um computador tablet pela RIM, fabricante do BlackBerry, na semana que vem, os analistas estimam que a empresa e seus rivais não terão sucesso, a não ser que ofereçam preços mais baixos ou atendam a um segmento que a Apple tenha desconsiderado.

"Ainda não ouvimos nada sobre que potencial existe para além do trabalho da Apple", disse John Jackson, analista da CCS Insight. "A próxima história de sucesso nos tablets envolverá uma empresa que não tente enfrentar a Apple diretamente."

A RIM planeja lançar o "BlackPad" durante conferência com programadores que começa na segunda-feira, de acordo com reportagem no Wall Street Journal. A expectativa é de que o aparelho tenha tela de sete polegadas sensível a toques - menor que a do iPad -, e ao menos uma câmera. O produto deve se conectar à internet por meio das redes WiFi de curto alcance existentes em residências, escritórios e cafés. A outra maneira de conectar um BlackPad será atrelá-lo a um celular BlackBerry.

Rival. Analistas dizem que o Samsung Galaxy é o rival mais preparado para enfrentar o iPad, não só por ser um aparelho menor, mas porque a fabricante sul-coreana formou parcerias com as quatro maiores operadoras americanas de telefonia móvel e com companhias de mídia que fornecerão programação para seu serviço Media Hub.

Outros afirmam que a verdadeira batalha começará no próximo ano, quando os rivais da Apple terão tido mais tempo para responder ao iPad, que começou a ser vendido em abril.

Apesar disso, para o Morgan Stanley, o mercado pode não dar uma segunda chance para a RIM. "Eles têm de ter sucesso logo de início. Eles não têm afeição suficiente dos consumidores para vir com meio produto e então melhorá-lo com o tempo."

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