Brinquedo argentino não terá mais licença automática

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, informou hoje que o Brasil colocará em licença não automática, dentro de 15 dias, as importações de brinquedos procedentes da Argentina. Segundo ele, o governo de Buenos Aires foi informado ontem dessa decisão pelo governo brasileiro.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 18h12

Barral informou que, com a decisão brasileira, chega a 40 o número de itens colocados pelo Brasil no sistema de licenças não automáticas. "O princípio fundamental das relações internacionais é o da reciprocidade, e o Brasil vai adotar essa regra em relação a qualquer parceiro comercial. Quem quiser ter acesso ao mercado brasileiro tem que garantir acesso ao seu mercado", disse o secretário.

Recentemente, Buenos Aires passou a exigir dos exportadores brasileiros de brinquedos certificação técnica emitida na Argentina, o que tem dificultado a venda dos produtos. A decisão brasileira de colocar brinquedos argentinos nas licenças não automáticas é uma resposta à exigência. Barral disse que qualquer restrição a produtos brasileiros imposta pela Argentina será respondida na mesma moeda. "No sistema de moedas locais", brincou.

Para a próxima semana, está marcada uma reunião, em São Paulo, de técnicos dos dois países para discutir as restrições ao comércio. Barral informou que o governo brasileiro está fazendo um levantamento junto aos setores exportadores para saber quais são os produtos que estão com as licenças de importação emitidas pela Argentina atrasadas. Em janeiro, deverá ser realizado um novo encontro, desta vez entre ministros dos dois países. O secretário do ministério observou que os produtos de alguns setores estão submetidos à sazonalidade, como calçados e têxteis. Nesses casos, os exportadores terão prejuízo se perderem o prazo das coleções de verão.

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