Brinquedos ficam mais tecnológicos. E mais caros

Apesar do preço, produtos são sucesso de vendas neste Natal

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2007 | 00h00

Quem foi comprar presente para as crianças neste Natal deve ter percebido que as prateleiras estão cada vez mais cheias de brinquedos tecnológicos. Mesmo as tradicionais bonecas bebê têm sensores para rir ou chorar na presença das crianças. A boneca Susi faz ginástica e a Barbie aprendeu a falar. Segundo as empresas, é uma tendência irreversível. "Em geral, os meninos se encantam pelos novos brinquedos-robôs, enquanto as meninas preferem itens com música", diz o diretor comercial da rede de lojas PBKids, Celso Pilnik. Ele estima que no Natal 50% das vendas sejam de brinquedos tecnológicos.Em geral, a tecnologia é repassada aos preços - laptops infantis custam cerca de R$ 250, animais-robôs passam dos R$ 300 e carros eletrônicos batem nos R$ 600. "Esses brinquedos são mais caros, porém no Natal é uma característica brasileira dar prioridade às crianças, e os pais acabam gastando mais", diz Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela. Uma das apostas da empresa neste Natal é o coelho Jojo, que fala 20 frases e brinca de esconder com a criança, guiado por sensores. Custa cerca de R$ 250. "Mesmo em brinquedos tradicionais, como a Susi, os modelos mais vendidos são os que já têm alguma inovação. Nesse caso, as meninas estão preferindo a versão ?Hora de Malhar?, que faz ginástica."A Gulliver também tem obtido bons resultados com brinquedos tecnológicos. Um exemplo é a linha Fur Real, formada por filhotes eletrônicos, que imitam animais de verdade. "Importamos 750 unidades do filhote de pônei. Apesar de caro (R$ 1,8 mil), as vendas foram excelentes", diz o diretor comercial da empresa, Paulo Benzatti. A própria Mattel, que em agosto fez o maior recall de brinquedos do País, informou que as vendas ficaram dentro do esperado no ano. O destaque é a Barbie Girls, um player de mp3 em forma de boneca, de R$ 400.

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