Brinquedos podem ter aumento de 10%

A pressão do varejo e a concorrência entre as indústrias devem evitar, em parte, o aumento de até 10% nos preços dos brinquedos para o Dia das Crianças. O reajuste, porém, chegará ao consumidor antes do Natal, visto que as empresas do setor já estão pagando mais caro pelas matérias-primas derivadas do plástico e do papelão, em média, na mesma proporção.A Associação Brasileira da Indústria Plástica (Abiplast) confirma as altas e calcula que, em média, 80% dos aumentos serão repassados pelas indústrias do setor. "Foi inevitável diante dos reajustes da nafta, que este ano chegaram a 43%", afirma o presidente da Abiplast, Merheg Cachum.Segundo o economista Fábio Silveira, da consultoria Tendências, o preço da nafta, matéria-prima usada na produção de plásticos, derivada do petróleo, subiu 90% nos últimos 12 meses. Isso se deveu, não só ao aumento do preço internacional do petróleo, como à redução do subsídio que existia para a nafta. Em julho, explicou, o aumento da nafta foi de 29% por conta do corte do subsídio. O papel também tem tido aumentos crescentes desde o ano passado. A celulose, principal matéria-prima na sua produção, subiu 36% nos últimos 12 meses, de acordo com Silveira.O diretor de vendas da Elka Plásticos, Charles Kapaz, explica que a indústria só não repassa agora o reajuste por já ter vários pedidos fechados com antecedência. Ele tem registrado entre 6% e 10% de aumento na compra das matérias-primas. "Se o governo não interferir no preço, até o fim do ano o aumento será imprescindível", diz Kapaz. Por enquanto, a Elka opta pela absorção da alta, com redução da margem de lucro da empresa.A Grow, mesmo com pressões de custo do papel para embalagem (15%) e das chapas de polistireno (15%), absorveu estes aumentos por enquanto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.