Britânico cobra ‘fatura’ de empresa por telefonemas indesejados

Richard Herman ganhou US$ 312 (R$ 624) por cada minuto que gastou recebendo telefonemas não programados  

31 Outubro 2012 | 17h45

Um britânico conseguiu um feito a ser invejado por todas as pessoas que recebem chamadas telefônicas ou mensagens de texto não desejadas. Richard Herman, de Middlesex, na Inglaterra, forçou uma empresa que lhe fazia ligações insistentemente a pagar por cada minuto de seu tempo jogado fora.

Cansado de receber dezenas de chamadas ou mensagens de texto não programadas em sua casa e em seu celular, Herman decidiu adotar uma tática simples, mas bem sucedida.

Ele passou a gravar as chamadas que uma empresa de seguros lhe fazia e depois enviou a "fatura" para a sede da companhia. Resultado: Herman ganhou US$ 312 (R$ 624).

Tudo começou quando o homem passou a receber dezenas de ligações e SMS's de empresas que ora diziam que podiam ajudá-lo a reivindicar uma indenização após um acidente ora aconselhá-lo a exigir a devolução do valor do prêmio de um seguro - conhecido como PPI na Inglaterra - que lhe teria sido vendido de forma irregular.

O problema é que Herman nunca havia sofrido um acidente, muito menos contratado um seguro PPI.

Além disso, ele já havia se registrado no Serviço de Preferência Telefônica (TPS, na sigla em inglês), que, em tese, deveria isentá-lo de receber chamadas não desejadas.

Foi então que em julho deste ano Herman recebeu uma ligação de um call center no exterior que o convidava a se inscrever para um prêmio do seguro. Diferentemente das outras vezes, contudo, ele optou por não desligar o telefone.

Herman respondeu a todas as perguntas do operador do call center, até que finalmente foi transferido para uma empresa no Reino Unido, chamada Claimline PPI, quando solicitou, novamente, que seu nome fosse retirado da lista de vendas.

"Pedi a essa empresa que parasse de me telefonar e falei que se continuassem me ligando, cobraria US$ 16 (R$ 32) por cada minuto do meu tempo", afirmou.

"É claro que achei que assim meu pesadelo terminaria, mas, para a minha surpresa, eles me ligaram novamente", acrescentou.

Cobrança

Durante a segunda conversa, que aconteceu alguns dias depois, Herman confirmou que se tratava da mesma empresa e repetiu que, a partir daquele momento, passaria a cobrar pelo seu tempo.

Ao desligar o telefone, o britânico enviou a fatura de US$ 312 (R$ 624) a Claimline PPI.

A princípio, não obteve nenhuma resposta. Mas Herman não desistiu. Enviou a conta de novo, desta vez munido de uma notificação dos Correios.

Poucos dias depois, a empresa lhe escreveu, alegando que não fazia chamadas não solicitadas ao público, mas confirmou que havia adquirido um serviço de call center de outras companhias do mercado.

A Claimline PPI acrescentou, ainda, que não tinha registros do número de Herman em sua base de dados ou de qualquer empresas associadas que haviam sido citadas por ele em sua fatura.

Mas a empresa não esperava que Herman tivesse gravado todas as ligações.

Insistente tal como os operadores de telemarketing, ele levou o caso aos tribunais e conseguiu um acordo extrajudicial antes mesmo de o juiz dar sua palavra sobre o assunto.

Além dos US$ 312, Herman também ganhou US$ 40 (R$ 80) referentes aos custos processuais. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais conteúdo sobre:
telemarketing

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.