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Britânicos querem lucrar com Copa e Olimpíada no Brasil

Governo montou serviço para avisar empresas sobre as licitações para os eventos esportivos de 2010 e 2016

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2009 | 17h23

O governo britânico transforma a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil em um objetivo comercial. Nesta semana, a agência de investimentos do Reino Unido publicou um levantamento aos executivos do país indicando oportunidades de investimentos em 80 projetos no Brasil relacionados com a Copa do Mundo e a Olimpíada. O governo britânico estima que estarão em jogo no Brasil contratos de até US$ 47 bilhões com os dois eventos em sete anos.

 

De olho nesses contratos, o governo britânico montou um serviço para informar às empresas interessadas em participar das licitações. No escritório que conta a representação de Londres no Rio, informações também estão sendo coletadas para passar aos investidores britânicos.

 

Sir Andrew Cahn, chefe executivo da Agência de Investimento do Reino Unido, deixou claro que a oferta de contratos em um momento de recessão na Europa é algo que deve ser aproveitada. "Na atual condição econômica, os negócios gerados na organização de jogos podem gerar ganhos comerciais importantes", afirmou.

 

As empresas do setor de esportes no Reino Unido estão entre as mais competitivas do mundo. Londres sediará os Jogos de 2012 e teve de rever seu orçamento diante da crise. A construtora que renovou o mítico estádio de Wembley é uma das que já procurou o governo da cidade do Rio de Janeiro para saber sobre as condições para participar da licitação para a modernização do Maracanã.

 

O governo do Estado do Rio já projetou que os gastos com infraestrutura e melhorias para a cidade apenas relacionados com 2016 já chegarão a mais de R$ 11 bilhões. Para o Maracanã, serão cerca de R$ 450 milhões.

 

Para o governo britânico, as empresas de Londres precisarão aproveitar desse filão e sugere que as companhias interessadas já iniciem as consultas sobre os projetos. Alguns dos editais de licitação, como do próprio Maracanã, serão publicados até o final do ano.

 

Para a Copa de 2014, os britânicos informam às suas empresas que 600 mil turistas estão sendo esperados no Brasil em doze cidades diferentes. Londres não esconde que os desafios para o País conseguir organizar os dois eventos em 2014 e 2016 são "enormes".

 

Entre os projetos mais cobiçados pelos ingleses estão as obras dos 12 estádios para sediar os jogos da Copa. Os britânicos estimam que US$ 2,3 bilhões serão necessários nos vários projetos dos estádios.

 

Em entrevista ao Estado, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, insistiu há poucos dias de que um dos exemplos de estádios que necessitará de investimentos é o Morumbi. "São Paulo sediará jogos da Copa. Mas quais e em que etapa da Copa vai depender das obras que serão realizadas e do dinheiro investido", afirmou.

 

Outro filão que os ingleses estão de olho é a expansão e modernização de aeroportos em todo o Brasil. A agência de investimentos do Reino Unido estima que estão em jogo contratos de US$ 2,1 bilhões.

Um outro setor de interesse é o de transporte urbano e rodovias. No total, os ingleses estipulam que o Brasil gastará US$ 14 bilhões nesse setor em sete ano e em doze cidades.

 

"A experiência britânica em projetos de planejamento e de esportes significa que nossas empresas estão bem posicionadas para disputar essas obras", afirmou o relatório produzido pelo governo do Reino Unido.

 

No total, o total de gastos nos projetos poderia variar de US$ 15 bilhões a mais de US$ 47 bilhões, dependendo da estratégia do governo brasileiro. "O Brasil vai precisar de bilhões em investimentos em infraestrutura", aponta Faith Quigley, autor do relatório.

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