Britânicos vão superar americanos em renda, diz estudo

PIB per capita do país será maior que o dos EUA pela 1ª vez desde o século 19.

BBC Brasil, BBC

07 de janeiro de 2008 | 11h10

Uma pesquisa realizada por economistas britânicos indica que, em 2008, a renda média dos britânicos deve superar a dos Estados Unidos pela primeira vez desde o século 19.A previsão, da consultoria Oxford Economics, aponta que o PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Reino Unido deve superar o dos Estados Unidos em 250 libras (cerca de R$ 860).Segundo os analistas, em 2008, o PIB per capita do Reino Unido vai atingir 23,5 mil libras (cerca de R$ 81 mil), em comparação com os 23,25 mil libras (R$ 80 mil) previstos para os Estados Unidos. De acordo com a previsão, o PIB per capita do Reino Unido será 8% maior do que o dos parceiros europeus na Alemanha e na França.Para o economista Adrian Cooper, que participou do estudo, nos últimos 15 anos, o desempenho econômico britânico mudou de maneira dramática."Não somos mais os primos pobres da Europa", diz Cooper. "A economia britânica tem uma nova posição na economia global". Longo prazoOs dados da pesquisa revelam que, em 1993, com a saída do Reino Unido do Sistema Monetário Europeu e a recessão no país, o PIB per capita dos britânicos era 34% menor do que o dos americanos, 33% menor do que o da Alemanha e 26% mais baixo do que o da França.Segundo os economistas, a melhoria no padrão de vida dos britânicos reflete o crescimento econômico do país desde o fim da recessão, em meados da década de 90, e a força da libra esterlina em comparação ao euro e ao dólar. "O Reino Unido está se aproximando do padrão de vida dos americanos de maneira estável desde 2001", afirma Cooper. "Portanto, trata-se de uma tendência bem estabelecida, e não simplesmente resultado da flutuação de câmbio."Apesar da previsão indicar que os britânicos terão mais dinheiro do que os americanos em 2008, a pesquisa revela que o poder de compra no Reino Unido continuará menor do que nos Estados Unidos."O consumidor americano continua a ter mais poder de compra por causa do preço relativamente menor dos produtos e serviços nos Estados Unidos", diz o economista.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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