Brown diz que não pretende estatizar mais bancos britânicos

Ações dos bancos Barclays e Lloyds Banking Group caem em meio ao receio de que governo assuma controle

Ana Conceição, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2009 | 12h07

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, reiterou nesta quarta-feira, 21, que seu governo não pretende estatizar mais bancos. Questionado se o governo estaria agindo para pressionar as ações dos bancos para depois estatizá-los a preços baixos, Brown simplesmente respondeu: "Não". O questionamento foi feito por um legislador da oposição durante uma sessão do Parlamento. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Em resposta a outra pergunta, o primeiro-ministro afirmou que a estatização não resolveria o problema básico da economia britânica neste momento: a ausência de crédito. "A questão é a extensão do crédito", afirmou, salientando que mesmo que os bancos britânicos emprestassem mais dinheiro, seriam prejudicados pela atual escassez das fontes internacionais de recursos. "Temos que lidar com esse problema não importando o status dos bancos", disse. As ações dos britânicos Barclays e Lloyds Banking Group estão entre as maiores perdas em Londres nesta manhã, em meio ao receio de que o governo britânico seja obrigado a assumir o controle dos bancos, uma decisão que pode prejudicar os acionistas. Por volta das 11h00 (de Brasília), Barclays caía 20,5% e Lloyds, 14,3%.  Até agora, o governo britânico estatizou o Northern Rock e assumiu o menor Bradford & Bingley. Como parte do plano de resgate de outubro, o governo injetou 37 bilhões de libras em três bancos britânicos, assumindo participações de 43% na recente fusão que originou o Lloyds Banking Group e de 58% no RBS. Anteontem, a participação estatal no RBS foi elevada para 70%.

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