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Brown faz mea-culpa sobre crise bancária no Reino Unido

Em entrevista, premiê admite que devia ter iniciado há dez anos campanha a favor de uma regulação

Efe,

17 de março de 2009 | 07h00

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, entoou um mea-culpa por seu papel na crise bancária que jogou o Reino Unido, assim como outros países, na recessão.

 

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Em declarações ao diário local The Guardian, o premiê trabalhista admite que devia ter iniciado há dez anos uma campanha a favor de uma regulação mais responsável dos mercados financeiros.

 

"Assumo plena responsabilidade nas minhas ações, mas acho que enfrentamos um problema que é de natureza global", afirma Brown.

 

"Há dez anos, depois da crise asiática, quando outros países pensaram que os problemas desapareceriam, talvez devíamos ter sido mais duros", reconhece o chefe de governo.

 

Brown diz que a ortodoxia dos últimos 40 anos a favor do livre mercado chegou a seu fim, mas afirma que isso não significa que se vá voltar ao intervencionismo governamental em grande escala.

 

"O 'laissez-faire' entrou para história. As pessoas situadas na centro-esquerda e os progressistas devem ter a confiança suficiente para declarar obsoleta a ideia de que os mercados são capazes de resolver tudo sozinhos", explica o político trabalhista.

 

Brown critica a oposição conservadora britânica e diz não compreender como esse partido poderá resolver os problemas enfrentados no país insistindo em "cortar o gasto público e se negando a investir no futuro".

 

"Acho que no mundo todo, sobretudo depois da vitória de Barack Obama nos EUA, os cidadãos veem que as forças progressistas são as únicas que têm respostas para os desafios que enfrentamos", afirma.

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