Brown pede contribuições para fundo de emergência do FMI

Líder britânico apela a países com amplas reservas internacionais, como exportadores de petróleo e a China

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de outubro de 2008 | 14h33

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fez um apelo aos países com amplas reservas internacionais - como os exportadores de petróleo e a China - para que contribuam com uma linha de financiamento de emergência do Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem como objetivo de impedir o agravamento da crise financeira mundial.  Veja também:Mantega volta ao Congresso para explicar MP 443 nesta 3ªVeja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Veja o que muda com a Medida Provisória 443Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  Brown argumentou que o fundo de emergência de US$ 250 bilhões do FMI "pode não ser suficiente" para deter a disseminação da crise econômica. "Precisamos agir agora", afirmou, acrescentando que a maior parte das contribuições pode vir "de países que possuem os maiores superávits (na balança comercial)". Ele citou a China como exemplo e disse que discutirá o assunto com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ainda esta semana.  O primeiro-ministro britânico disse ter conversado com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e com a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e que ambos tinham idéias semelhantes sobre o FMI. Ele acrescentou que o Reino Unido estuda contribuir com um pacote de auxílio para a Hungria, que deve ser anunciado nos próximos dias. Recentemente, os países do Leste Europeu e outros mercados emergentes tiveram de enfrentar a fuga de capital estrangeiro, o que provocou uma grande pressão sobre as moedas locais e forçou o aumento das taxas de juros, além de elevar o risco de perdas para investidores e instituições financeiras expostas a estas economias.  Brown viajará a Paris para discutir a crise com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e se encontrará com a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, na quinta-feira. As informações são da Dow Jones.

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