Brown propõe fundo de US$ 21 bi para ajudar empresas

Primeiro-ministro britânico apresentará pacote durante reunião dos líderes dos quatro países europeus do G8

Efe,

04 Outubro 2008 | 09h52

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, irá propor neste sábado, 4, a criação de um fundo europeu de 12 bilhões de libras (US$ 21,2 bilhões) para ajudar pequenas empresas durante a crise financeira internacional. Brown fará a proposta durante reunião dos líderes dos quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido), que será realizada nesta sábado em Paris.   Veja também: Bush sanciona lei que prevê US$ 700 bilhões contra a crise Aprovação do pacote protege o povo americano, diz Paulson Aprovação demonstra compromisso do governo, diz Bernanke Recurso extra reduz impopularidade de plano, diz economista Crise afetará neoliberalismo, dizem analistas Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA    "Estamos vendo que, independentemente das medidas nacionais que estamos tomando, há problemas globais como o petróleo e a crise do crédito que precisam de soluções globais", disse Brown em sua residência oficial de Downing Street, antes de viajar a Paris. "Por isso, vou propor aos líderes que trabalhemos juntos para limpar o sistema (financeiro), tanto nos Estados Unidos como na Europa, onde temos enfrentado problemas", ressaltou o primeiro-ministro.   "Também proporei um fundo de 12 bilhões de libras para que as pequenas empresas de nosso país e o resto da Europa possam obter dinheiro de forma imediata", disse Brown. O primeiro-ministro afirmou ainda que estabelecerá um calendário de reuniões internacionais para combinar as mudanças que "abrirão essas áreas (do sistema financeiro) que até agora eram fechadas e nada transparentes".   Neste sábado, o diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que para fazer frente à crise financeira internacional "é preciso atuar rápido e de forma coordenada". Ele disse ainda que "a situação é muito preocupante", e apoiou a vontade do chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, de fazer "os europeus se coordenarem".   O diretor-executivo do FMI, que reiterou seu apoio ao pacote do governo americano para salvar o setor bancário "por ser um plano global", afirmou que é preciso reformar a arquitetura do sistema financeiro internacional e que, para isso, será necessária a ajuda de outros países que não os do G8 (as sete nações mais industrializadas e a Rússia).   Sarkozy recebe no Palácio do Eliseu a partir das 16h30 locais (11h30 de Brasília) os chefes do Governo da Alemanha, Angela Merkel, Itália, Silvio Berlusconi, e Reino Unido, Gordon Brown, para uma pequena cúpula européia.

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