Brown quer ação para interromper alta de alimentos

Primeiro-ministro do Reino Unido afirma que enfrentar o problema da fome no mundo é 'desafio moral'

Efe,

22 de abril de 2008 | 05h03

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu nesta terça-feira, 22, uma ação internacional para interromper o aumento dos preços dos alimentos e afirmou que enfrentar o problema da fome no mundo é um "desafio moral".   Veja também:   BNDES vai financiar produção de etanol em países africanos Lula reafirma críticas ao álcool do milho ''Não há nada contra o etanol do Brasil'', diz FAO Alta de alimentos ameaça derrubar governos na África Especial sobre a crise de alimentos   Em mensagem divulgada por sua residência oficial de Downing Street, Brown disse que os preços dos alimentos se situam nos níveis mais altos desde 1945.   Apesar de ressaltar que a crise afeta o bolso dos britânicos, o premiê lembrou que o maior impacto está nas nações mais pobres do mundo.   "A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a fome é a ameaça número um para a saúde pública no mundo todo, responsável por um terço das mortes infantis e de 10% de todas as doenças", disse.   "Enfrentar a fome é um desafio moral para cada um de nós e é também uma ameaça para a estabilidade política e econômica das nações. Portanto, acho que precisamos de uma resposta coordenada por parte da comunidade internacional", ressaltou Brown.   O político trabalhista disse que é importante apoiar um maior investimento em instalações de armazenamento para assegurar que os produtos cheguem aos mercados em vez de deixar que estraguem.   Mas ressaltou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) está perto de alcançar um acordo para abrir os mercados mundiais e cortar os subsídios agrícolas, que podem supor um "grande incentivo" para o aumento da produção de alimentos nos países mais pobres.   Brown fez as declarações por ocasião de uma reunião, nesta terça-feira, em Londres, de organizações humanitárias, científicas, rurais e responsáveis de supermercados para analisar o problema.   Deste encontro participarão representantes do Programa Mundial de Alimentos (PMA), o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Oxfam e Save the Children, entre outros.   Espera-se que a alta dos alimentos esteja na agenda da cúpula que o Grupo dos Oito (G8, os países mais ricos do mundo e a Rússia) fará em julho no Japão.

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