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Brown reitera pacote no Reino Unido, mas pede ação global

Primeiro-ministro britânico alerta que fracasso em ação internacional limita impacto de medidas nacionais

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

11 de novembro de 2008 | 12h49

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, reiterou nesta terça-feira, 11, que um pacote de estímulo fiscal britânico está a caminho, mas alertou que o fracasso em agir internacionalmente em uma resposta à crise econômica global irá limitar o impacto de quaisquer medidas nacionais. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  "É o efeito combinado das medidas fiscais que fará a grande diferença", disse Brown em entrevista coletiva mensal em Downing Street. "Se tivermos um estímulo fiscal no Reino Unido e ele não for repetido em outros países, terá efeito bem menor e benefício bem menor do que se fosse feito em toda grande economia no mundo." Brown reiterou que o governo britânico irá usar a política fiscal para impulsionar a economia, mas não deu mais detalhes e nem confirmou se cortes tributários serão incluídos. Segundo ele, os detalhes virão no Relatório Pré-Orçamento a ser publicado mais para frente no mês. O Partido Conservador do Reino Unido insiste que o governo britânico dê incentivos tributários às empresas para contratar desempregados. Em entrevista para a BBC, o líder do partido, David Cameron, pediu que o governo conceda às empresas restituições dos tributos com previdência social caso contratem alguém que esteja desempregado há mais de três meses. Cameron acredita que o plano ajudará a criar 350 mil empregos e pode economizar 8 mil libras (US$ 12,44 mil) anualmente dos gastos do governo com auxílio-desemprego.  Os comentários de Brown foram feitos antes do encontro de líderes do Grupo dos 20 (G-20) em Washington, no dia 15 de novembro. O premiê disse que a cúpula será um dos primeiros passos para estabelecer instituições econômicas reformadas e que outros encontros serão necessários nas próximas semanas e meses. Na entrevista coletiva, Brown afirmou que um acordo de comércio global seria um "forte sinal" de que as nações líderes estavam se coordenando para combater a crise econômica. Ele disse ainda que o governo britânico irá divulgar um novo código bancário ainda nesta terça, que irá incluir monitoração de perto dos empréstimos bancários.  Varejo As vendas no varejo do Reino Unido em lojas abertas há mais de um ano caíram 2,2% em outubro, a maior queda desde maio de 2005, após declínio de 1,5% em setembro, informou o Consórcio de Varejo Britânico. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam queda de 0,8%. As vendas totais, que incluem novos outlets de varejo, caíram 0,1% em outubro, em base anual, no primeiro resultado negativo desde a queda de 1,3% em abril de 2005 e comparado a um aumento de 1,0% em setembro. Segundo o Consórcio, apesar dos pesados descontos, as vendas de roupas, móveis e itens para a casa permaneceram fracas.

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