BrT: sociedade deve opinar sobre mudanças de regras

O presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, disse hoje, no seminário Políticas de Telecomunicações, em Brasília, que uma mudança no Plano Geral de Outorgas (PGO), que estabelece regras para o setor de telefonia fixa, não deve ser casuística. A Brasil Telecom é uma das maiores interessadas na mudança de regras, proposta pelo governo à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), porque assim ela poderá ser comprada pela Oi. "Deve seguir todo o rito e a sociedade deve ter todo o direito de opinar", disse o presidente da Brasil Telecom. Segundo ele, o setor de telecomunicações no Brasil vem sendo atropelado por uma realidade que é mundial, onde as empresas estão se consolidando em grandes grupos. "As tecnologias estão atropelando as regras que nós conhecemos há 10 anos", disse Knoepfelmacher. Um dos argumentos que as empresas têm usado para justificar a mudança de regras é que as empresas brasileiras precisam se fortalecer para enfrentar a concorrência dos grandes grupos internacionais que atuam no Brasil, como a espanhola Telefónica e a mexicana Telmex (dona da Embratel e da Claro). Sem entrar em detalhes, Knoepfelmacher disse que o setor de telecomunicações é intensivo em capital e que precisa de escala. "Isso é no mundo inteiro. No Brasil vai acontecer também", afirmou. Ele disse que a Brasil Telecom é uma empresa que continuará atraente, mesmo se não vier a se fundir com outra empresa. Mas observou que se o Brasil pretende ter grandes multinacionais é preciso ter empresas maiores. "Certamente com esse tamanho ela (BrT) não poderia aspirar ser uma grande multinacional. Teria que se contentar com um trabalho de nicho segmentado e regionalizado", disse.

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