BTG e Bradesco avaliam aquisição do BMG

Ao menos dois bancos, BTG Pactual e Bradesco, avaliam a aquisição do banco mineiro BMG. No caso do BTG, as conversas começaram há cerca de dois meses, mas as propostas ainda não agradaram à família Pentagna Guimarães, dona do BMG. No Bradesco, são conversas mais preliminares, destaca uma fonte próxima ouvida pela Agência Estado.

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2012 | 03h06

Oficialmente, o BMG nega as negociações com BTG e Bradesco e também afirma que não está à venda. BTG e Bradesco não comentam o assunto.

O BMG é muito dependente do crédito consignado, que responde por 85% de sua carteira de crédito. Esse modelo de negócios passou a ser difícil para bancos médios, segundo especialistas, depois que instituições como Banco do Brasil e Bradesco passaram a operar forte no consignado. Com maior competição, as margens caíram e a rentabilidade do negócio se reduziu. Para ser lucrativo, a operação exige escala, destaca uma fonte.

Outro complicador é que o BMG é muito dependente da cessão de carteiras a outros bancos. No primeiro trimestre, 56% do saldo captado veio de cessões. Esse mercado não se recuperou ainda do rombo do PanAmericano, e também foi afetado pela intervenção do Banco Central no Cruzeiro do Sul, outro banco médio focado em consignado.

Ainda na cessão de carteiras, o Banco Central mudou as regras este ano da contabilização dessas operações. A receita com as vendas de carteiras não pode mais ser reconhecida no momento da cessão, mas ao longo do prazo dos empréstimos cedidos. Isso afeta o ganho dos bancos que dependem muito de cessão. O BMG teve prejuízo de R$ 70 milhões no primeiro trimestre. / A.S.J.

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