BTG Pactual/ Divulgação
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BTG Pactual anuncia 8ª aquisição na área de investimentos e já tem novo alvo em mira

Instituição financeira adquiriu 100% da tradicional Fator Corretora; objetivo é ampliar o total de clientes em sua plataforma digital por meio de compra de concorrentes

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 15h02

 

Para dar musculatura à sua plataforma de investimento em um momento em que o Brasil ganha mais investidores por causa do juro baixo, o BTG Pactual acaba de realizar sua oitava aquisição, da cinquentenária Fator Corretora. Depois de investir R$ 1 bilhão em tecnologia, um dos objetivos do banco é ganhar escala em sua plataforma com mais clientes - algo acelerado pelas aquisições. Na mesa há mais um alvo na mira, cuja transação está próxima de ser anunciada, adianta o sócio do BTG responsável pela plataforma digital de investimentos, Marcelo Flora.

A estratégia de aquisições do banco tem sido variada. Além de atrair escritórios de agentes autônomos, de nomes antes plugados à XP, com aquisição minoritária no EQI e na Lifetime, o BTG comprou no ano passado, por R$ 348 milhões, a corretora Necton. Antes, colocou para dentro a corretora Ourinvest. A primeira ida ao mercado para fortalecer o segmento de varejo foi com a Network Partners, em 2018, uma empresa formada por ex-sócios da XP e especializada no relacionamento com agentes autônomos.

“A sinergia é uma grande motivação desse negócio. Já investimos R$ 1 bilhão em tecnologia e quanto maior a escala, maior a receita. É um efeito diluidor de custo”, afirma o executivo, que não abriu o valor do negócio. Com esse olhar, Flora adianta que há mais uma aquisição, de porte maior do que a Fator, com o processo mais adiantado na mesa.

Como a aquisição envolveu apenas a corretora - seguradora, banco e gestora ficaram de fora -, a marca Fator não ficará com o BTG. Com isso, tantos os clientes da corretora, grande parte pessoas físicas,  quanto seus funcionários serão absorvidos pela instituição financeira, conta Flora.  A transação ainda precisa ter o sinal verde do Banco Central (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Alta nas captações 

A aquisição da Fator ocorre depois de o BTG se deparar com elevados níveis de captação em sua plataforma, com abril batendo o recorde de entrada líquida de recursos, conta o executivo, mas sem abrir números. Fora isso, as aquisições já feitas mostraram que os clientes não só seguiram no banco após a operação como ampliaram os recursos investidos, de acordo com o executivo. 

Com a próxima aquisição que está no forno, a plataforma do BTG deve atingir um tamanho que Flora classifica como ideal, o que a deve posicionar com cerca de 20% de participação do mercado. No chamado B2B, que considera a participação via os agentes autônomos, sua fatia já se aproxima dessa porcentagem, comenta. 

Para o  analista da Terra Investimentos, Regis Chinchila,  a aquisição mostra que o BTG “segue em busca de oportunidades no mercado  para crescimento via aquisições de corretora de valores”. “Essa estratégia gera ganhos na escala e eficiência, diminuição de custos e aproveitando as sinergias entre as operações”, diz o analista.

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