BTG Pactual/ Divulgação
BTG Pactual/ Divulgação

BTG Pactual marca sua entrada no varejo bancário com novos serviços em plataforma digital

Banco quer 'inovar como as fintechs'; lançamento para os clientes será feito ainda nesta semana

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 12h38

Dando mais um passo em um mercado cada dia mais competitivo, o BTG Pactual acaba de colocar em sua plataforma os serviços bancários, como cartões e possibilidade de pagamentos de boletos, reforçando a unidade de varejo digital da instituição financeira e marcando sua entrada no varejo bancário. Somado a isso, o banco lançou o BTG+ Business, focado em serviços para pequenas e médias empresas. 

O presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, destacou, em coletiva de imprensa, que esse é um marco para o banco, com a entrada no varejo bancário, que vai completar os serviços oferecidos pela plataforma. "Estamos entrando em setores que acreditamos que ainda não são bem atendidos", disse.

Segundo o executivo, esse projeto foi acelerado no ano passado com a chegada ao banco de Amos Genish, que em maio completou um ano à frente da unidade de varejo digital do BTG. "Não seria um sonho que em cinco anos metade da nossa receita venha do varejo digital, mas não há uma meta. Nossa ambição é ser presente com os clientes e com isso teremos mais receitas e mais resultados", destacou Saloutti.

A partir do ano que vem, quando o BTG divulgar seu resultado de 2020, a instituição financeira deverá dar uma abertura maior do seu negócio de varejo digital, para dar mais visibilidade. "Essa também é uma demanda dos investidores", disse. No curto prazo não há planos de separar a unidade digital.

De acordo com Genish, o objetivo é levar ao cliente uma oferta completa de serviços, algo importante neste momento do mercado, em que os consumidores estão mais informados sobre os produtos financeiros bancários e a cada dia mais confiantes em relação ao mundo digital. "Os clientes gostam de fazer tudo em um lugar só. O banco tem um balanço sólido, o que nos deixa com a força dos incumbentes e a agilidade de ser 100% digital, para inovar como as fintechs", afirmou.

Rodrigo Cury, que chegou este ano ao BTG, depois de deixar a diretoria de cartões do Santander, é o responsável do BTG+ e afirmou que o objetivo é trabalhar junto à gestão do dia a dia dos clientes, sendo ativo na busca de soluções para sua vida financeira. "Nascemos como um banco digital, mas trazemos um atendimento humanizado com um contexto novo, que é o banco entender, conhecer e antecipar propostas de soluções com impacto real aos clientes", disse Cury.

O lançamento para clientes ocorre ainda nesta semana, com a conta corrente transacional, que trará os serviços de transferências, pagamento de contas e cartões, por exemplo. O piloto do projeto estava rodando desde abril, com funcionários, parceiros e agentes autônomos.

Os cartões contarão com um programa de fidelidade, que poderão ser ajustados ao perfil do cliente, havendo no leque de escolhas o "cashback" em um fundo de investimento gerido pelo BTG. Nesse momento, não há custo com tarifas de cartão ou de manutenção da conta corrente. Outros serviços, como cheque especial, financiamento e seguros, ainda serão agregados à plataforma.

Segundo Cury, a ideia é que o BTG+ abarque todo o tipo de público, mas, neste primeiro momento, o direcionamento é para o "investidor", que já está na plataforma do BTG.

Pequenas e médias empresas

O sócio do BTG e corresponsável pelo BTG+ Business, Rogério Stallone, disse que hoje existe um vácuo nesse atendimento às pequenas e médias empresas (PMEs). "Queremos dar oportunidade de crescimento, acesso ao crédito e oferecer soluções personalizadas."

De acordo com Gabriel Motomura, sócio do BTG responsável ao lado de Stallone pelo BTG+Business,  o banco identificou que o acesso a crédito seria o lançamento que mais teria impacto para empresas do setor. "É 100% digital para facilitar a tomada de crédito e financiamento, liberados no mesmo dia", disse. No primeiro semestre do ano que vem será lançada a solução de "cash management", com soluções de pagamento.

Motomura destaca que a carteira de crédito para as PMEs do BTG já vem crescendo em ritmo acelerado. Em agosto estava em R$ 4,9 bilhões, ante R$ 3,9 bilhões no fim de junho.

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