FABIO MOTTA/ESTADÃO
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BTG recebe a primeira parcela de R$ 2 bi do empréstimo do FGC

Dinheiro foi liberado na sexta-feira ao banco; no total, Fundo Garantidor de Crédito irá emprestar R$ 6 bilhões ao BTG Pactual

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 10h27

SÃO PAULO - O BTG Pactual já obteve a primeira tranche, que soma R$ 2 bilhões, da linha de crédito que tomou junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de acordo com o diretor jurídico da organização, Caetano Vasconcellos. O volume total da linha, de R$ 6 bilhões, deve ser suficiente, segundo ele, até o balanço do primeiro semestre do ano que vem e será liberado conforme a necessidade da tesouraria do banco.

"A linha será liberada em tranches, mas não há um cronograma. Fizemos uma projeção para refletir a travessia do banco sem maiores sobressaltos", explicou Vasconcellos, em conversa com jornalistas, durante evento do FGC em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo ele, o Fundo está acompanhando o dia a dia do BTG Pactual, que enfrenta dificuldades após a prisão de André Esteves (ex-presidente do banco), mas que não foi feito nada de excepcional para a instituição. Vasconcellos espera ainda que o cenário se tranquilize na virada do ano.

DPGE. O diretor jurídico do FGC confirmou, conforme antecipado pela Agência Estado, que o BTG Pactual fez uma emissão teste de DPGE 1 de cerca de R$ 40 milhões e que o limite do banco é maior, em torno de R$ 2 bilhões. "O BTG tem um limite razoável para emitir DPGE, mas a nossa linha é mais flexível e mais barata", disse ele, sem relevar o custo do crédito para o BTG.

O caso do banco, conforme Vasconcellos, é pontual e não gerou demanda de outras instituições financeiras por liquidez. Ele afirmou ainda que o BTG está "redefinindo" seu tamanho neste momento e que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) está centrada no André Esteves, ex-presidente do banco, preso no âmbito da Lava Jato há mais de dez dias.

"A acusação está concentrada no Esteves por obstrução de justiça e organização criminosa, e não no banco", afirmou Vasconcellos.

O FGC, em parceria com a FGV, promove evento que marca os 20 anos de sua criação com o tema "Desafios da Regulação Financeira no Século 21". 

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