BTG suspende linha de crédito para grupo 'X'

O BTG Pactual decidiu suspender a linha de crédito de US$ 1 bilhão que abriu para as empresas do grupo X, do empresário Eike Batista, na assinatura da parceria de cooperação estratégica, em março último, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

ALINE BRONZATI , FERNANDA GUIMARÃES , IRANY TEREZA , O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2013 | 02h06

A decisão do banco de investimentos de André Esteves foi tomada após identificar uma situação mais complexa do que a prevista no fechamento do acordo, conforme as mesmas fontes. "A linha de crédito de US$ 1 bilhão concedida pelo BTG Pactual ao grupo EBX não foi usada, nem vai ser", diz uma fonte a par do assunto.

A suspensão do crédito ocorre após o BTG Pactual ter informado à MPX que a captação de recursos via oferta de ações, que contava com garantia firme do banco, não poderia ser realizada na estrutura que estava prevista, segundo explicou hoje o diretor presidente e de Relações com Investidores da MPX, Eduardo Karrer, em teleconferência com analistas e investidores.

Ainda de acordo com Karrer, as atuais condições do mercado interno e externo também contribuíram para tal decisão. Com isso, a empresa substituiu a oferta pública pelo aumento privado de capital.

Na parceria entre o BTG e o grupo EBX, a missão de Esteves e sua equipe era a reorganização da companhia e a busca de parceiros estratégicos ou financeiros para as empresas, priorizando os investimentos de acordo com a nova realidade. Em entrevista ao Estado em março, Esteves disse que o objetivo da parceria é "racionalizar o grupo EBX".

Procurados, EBX e BTG não comentaram o assunto.

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