BTG terá fatia de 15% na Quest Investimentos

O banco BTG Pactual, de André Esteves, fechou um acordo para a compra de uma fatia de 15% na gestora de recursos Quest Investimentos, que tem entre seus sócios o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros. O valor do acordo não foi revelado.

ALEXANDRE CALAIS, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2011 | 03h02

Segundo o sócio e diretor executivo da Quest, Walter Maciel, o que foi assinado, na verdade, é uma opção de compra dessa participação de 15%, que poderá ser exercida se foram cumpridos determinados parâmetros, como a manutenção, por parte do BTG, de um investimento proprietário em fundos da Quest por um determinado período. De qualquer forma, segundo Maciel, já houve um aporte do BTG na gestora, e a Quest já considera o banco como sócio.

Ele lembra, porém, que o acordo foi desenhado de forma a garantir a total independência da Quest, não prevendo, por exemplo, alterações em seu comitê de investimentos. "O BTG será um investidor capitalista."

Para o executivo, ter um parceiro como o BTG pode significar acesso a uma série de coisas que seriam mais complicadas de se conseguir sozinhos, como investimentos internacionais.

A parceria é também, segundo ele, uma forma de aumentar o crescimento no mercado de gestão de recursos, ainda incipiente no Brasil. "Esse mercado no Brasil é muito pequeno, e isso se deve à nossa cultura dos juros altos - é mais fácil aplicar em renda fixa", diz. "Mas acreditamos que o Brasil terá de se adequar a uma realidade de juros mais baixos, e aí haverá um grande espaço para crescimento do nosso setor."

Atualmente, a Quest Investimentos tem cerca de R$ 1,5 bilhão sob gestão, principalmente de investidores institucionais, como fundos de pensão.

Maciel também anunciou ontem que a Quest foi escolhida pelo Nordea, o maior banco dos países nórdicos (Suécia, Finlândia e Noruega), para ser a gestora do fundo de ações brasileiras que a instituição está criando.

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