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BTG vai além do André, diz Arida

Tentando tranquilizar os clientes, presidente interino fez questão de ressaltar que o que garante o banco é ter uma sociedade muito forte

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2015 | 22h13

Na tentativa de passar tranquilidade aos seus clientes, o presidente interino do BTG Pactual, Pérsio Arida, disse nesta quinta-feira, 26, em um evento fechado em São Paulo, que o modelo de sociedade do BTG Pactual, no qual os sócios também são executivos, é um dos grandes segredos do sucesso do banco. “Com essa partnership (sociedade) tocando o banco, tenho certeza de que vamos passar este momento, não tenho a menor dúvida”, disse, conforme áudio obtido pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. O evento, chamado Perspectivas Econômicas, foi realizado na quarta-feira, no Rio, e nesta quinta-feira, em São Paulo, reunindo cerca de 800 pessoas nos dois dias.

Na quarta-feira, André Esteves, presidente do BTG, foi preso preventivamente na Operação Lava Jato, com o senador Delcídio Amaral (PT-MS). No mesmo dia, Arida, sócio-fundador e conselheiro do BTG, foi nomeado presidente interino da instituição. Esteves faria palestra ao lado de Arida nos dois dias do evento.

“O André sempre foi uma figura emblemática do banco, pelo histórico de vida, pela sua energia, pelo entusiasmo em que ele falava sobre assunto de bancos e assuntos financeiros, pelo seu talento empresarial, mas o banco, além do André, é gerido por uma partnership”, destacou Arida.

Ele disse à plateia que sua esperança é de que seu período como “interino seja o mais breve possível”. “O segredo do banco, mais do que capital, mais do que solidez, mais do que liquidez, se você vê sucesso ao longo dos anos, é a cultura da partnership. Quem está administrando o banco olha o banco não com olhos de executivo, mas com olhos de dono e se dedica para aquilo, é uma cultura muito forte”, afirmou.

Pérsio disse ainda que o BTG está funcionando normalmente. “O partnership está muito unido e vamos tocar o banco como sempre tocamos”, disse. “Todos nós do banco ficamos perplexos com a prisão de André Esteves. Temos confiança de que se trata de um equívoco. Temos confiança na Justiça. Não mudamos nossa opinião sobre a Lava Jato, que vem para o bem do País.”

Preocupação. Também nesta quinta-feira, em uma teleconferência com clientes e investidores, o sócio responsável pela área Institucional do BTG Pactual Asset Management, Marcelo Flora, disse que alguns clientes com menos informações ficaram mais apreensivos, no contexto da prisão preventiva de André Esteves. “Prefiro que o cliente que está preocupado resgate 100%”, disse, destacando a solidez financeira do banco.

“É assim que temos procurado atuar. Os clientes que estão ficando, queremos que fiquem tranquilos”, disse. O pior, segundo ele, é um cliente ficar constrangido e tirar seus recursos aos poucos. O trabalho é feito, de acordo com Flora, para deixar todos os clientes bastante tranquilos.

“Estamos cientes de que é um momento difícil e vamos passar por isso. A instituição é maior do que uma pessoa e ninguém é insubstituível. O banco continua existindo”, disse na teleconferência.

O BTG tinha no fim de outubro R$ 179,5 bilhões sob gestão em fundos administrados por ele, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Era o quinto maior do País, com os recursos representando 6,1% do patrimônio líquido da indústria.

Albano Franco, sócio responsável pela área de crédito da BTG Pactual Asset Management, disse também na teleconferência que a instituição está zerando sua exposição, que já era pequena, aos fundos de crédito no BTG Pactual. “A exposição que tínhamos no (fundo) Yield e em outros fundos do BTG Pactual era muito pequena. Especificamente no Yield, dado o desconforto de alguns clientes, fez com que zerássemos. Vamos terminar o dia de hoje (ontem) com nenhuma exposição ao BTG”, afirmou. / COLABOROU CYNTHIA DECLOEDT

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