Budweiser ocupará mercado premium no Brasil, diz Inbev

Presidente-executivo da companhia afirma que vê grandes oportunidades em fusão com Anheuser-Busch

Natalia Gómez, da Agência Estado,

14 de julho de 2008 | 11h59

Com a combinação entre Anheuser-Busch e InBev, a AmBev apostará nas vendas da marca Budweiser no Brasil e na América Latina, segundo o presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito. Em teleconferência com a imprensa, o executivo disse que a Budweiser, antiga marca da Anheuser-Busch, vai se enquadrar no segmento de cervejas premium no Brasil, que é um dos nichos de maior crescimento no setor cervejeiro nacional. Veja também:InBev compra Bud e cria a maior cervejaria do mundoAnheuser-Busch InBev será líder na China, EUA e BrasilAção da AmBev dispara após acordo da InBev com Bud Ele mencionou o sucesso de marcas estrangeiras no País, como a Stella Artois. "A Budweiser não compete com nossas marcas mais populares, como a Skol", disse. Segundo Brito, a companhia vê "grandes oportunidades" de crescimento no mercado brasileiro com a união das empresas.  Aprovação Brito acredita que a combinação entre a companhia e a cervejaria norte-americana Anheuser-Busch será aprovada pelos órgãos de defesa da concorrência até o final do ano. O executivo disse que as duas empresas têm operações complementares no mundo, com poucas sobreposições. "Não devemos ter problemas para aprovar o negócio porque somos complementares", disse. Ele destacou que os únicos mercados onde ambas têm operações são o Reino Unido e a China. Mesmo assim, ele disse que as duas operam em regiões diferentes da China. O executivo disse ainda que a integração dos negócios deverá ser realizada com rapidez para que todos se beneficiem das vantagens competitivas da nova companhia. "Vamos combinar as melhores práticas das duas empresas para ser a melhor do mundo", afirmou. No mercado norte-americano, o executivo acredita que a união das cervejarias vai acelerar o processo de inovação de produtos no futuro. "As marcas importadas têm um valor muito alto nos Estados Unidos", disse.

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