Bundesbank: expansão alemã voltará ao normal após 2ºtri

A economia da Alemanha voltará ao normal depois de um segundo trimestre robusto, afirmou o banco central do país, em seu boletim mensal. O Bundesbank também destacou os riscos para a expansão econômica gerados pelas empresas alemãs que estão estabelecendo a produção fora da Europa, o que pode limitar os investimentos no país e o crescimento das exportações.

AE, Agencia Estado

19 de agosto de 2013 | 08h24

Os comentários surgem menos de uma semana depois de o governo alemão informar que a maior economia da Europa cresceu 0,7% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o primeiro. O desempenho ajudou a tirar a zona do euro da contração, depois de 18 meses de produção econômica em queda.

"Após um segundo trimestre marcado por efeitos de recuperação, o crescimento econômico na Alemanha provavelmente voltará a taxas normais e estáveis", afirmou o Bundesbank. "O esperado aumento, mais ou menos igual ao crescimento potencial, vai garantir que a utilização da capacidade permaneça boa", acrescentou a instituição. O crescimento potencial, que se refere à máxima expansão sustentável da produção econômica, é estimado entre 1,0% e 1,3% na Alemanha.

O Bundesbank comentou também que uma expansão sustentável dos investimentos domésticos só pode ser esperada quando a perspectiva econômica para os países da zona do euro melhorar de forma duradoura e as incertezas com relação à política forem "respondidas com medidas adequadas para combater a crise de dívida".

Segundo o banco central alemão, a diretriz futura revelada pelo Banco Central Europeu (BCE) não indica uma mudança na política monetária para a zona do euro e não força o BCE a tomar uma decisão específica sobre as taxas de juros. "O Sistema do Euro, com sua diretriz futura, não oferece um compromisso incondicional sobre o caminho das taxas de juros, mas, pelo contrário, descreve a reação da política monetária às expectativas de inflação com base em dados atuais", afirmou o Bundesbank.

A diretriz futura não exclui elevações nas taxas de juros caso pressões inflacionárias apareçam, destacou o banco central alemão. Ao mesmo tempo, porém, a diretriz deve ajudar a "evitar expectativas sobre acontecimentos com os juros no curto prazo que sejam, na visão do Conselho Diretor, injustificáveis", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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