Bunge aposta em açúcar e fertilizantes para melhorar resultados

A Bunge Ltd vê as suas unidades de açúcar e fertilizantes puxando o crescimento no segundo semestre do ano depois de o resultado do último trimestre da processadora agrícola ter sido afetado pelos altos custos de matérias-primas, com a seca no Meio-Oeste dos EUA.

JUHI ARORA, Reuters

26 de julho de 2012 | 17h26

As ações da Bunge subiram 4 por cento depois de a companhia dizer que começaria a lucrar com suas plantações de cana-de-açúcar no Brasil no atual trimestre, que se encerra em 30 de setembro.

A empresa, que está entre as maiores produtoras de açúcar e etanol, tem tentado melhorar sua performance neste segmento com o plantio de mais canaviais a fim de abastecer duas novas usinas no Brasil.

A divisão de açúcar e bioenergia da Bunge, que contribui com cerca de 7 por cento das vendas globais, registrou perda de 28 milhões de dólares ao final do segundo trimestre devido a chuvas que interromperam a produção em suas operações no Brasil.

A companhia disse que espera moer entre 17 e 18 milhões de toneladas de cana neste ano, e que está no caminho de atingir a meta do ano, com plantio de 70 mil hectares com cana.

A companhia também está contando com as vendas realizadas por sua divisão de fertilizantes para melhorar a performance na segunda metade do ano, uma vez que este período corresponde a 60 por cento dos negócios e é o de maior procura por fertilizantes na América do Sul.

Companhias de fertilizantes sentiram uma redução na demanda, à medida que produtores rurais atrasaram as compras em protesto aos altos custos. A Bunge foi especialmente atingida por ter fertilizantes armazenados que foram desvalorizados pelo declínio de preços.

O lucro líquido da Bunge no segundo trimestre de 2012 caiu para 274 milhões de dólares, ou 1,78 dólar por ação, ante 316 milhões de dólares, ou 2,02 dólar por ação, um ano antes, conforme divulgação realizada nesta quinta-feira.

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