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Bunge mais perto da compra do Grupo Moema

Segundo fontes, negócio pode chegar a R$ 2 bilhões e deve ser ratificado em setembro

Gustavo Porto e Eduardo Magossi, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

A multinacional Bunge, uma das maiores companhias do agronegócio do planeta, está perto de ampliar sua participação no setor sucroalcooleiro do País, com a aquisição de participação na holding do Grupo Moema, que tem sede e usina na cidade de Orindiúva, no interior de São Paulo, e participação acionária em outras cinco unidades produtoras e açúcar e álcool. Fontes do setor ouvidas pela Agência Estado apontam que a Bunge pagaria em torno de R$ 2 bilhões pelos ativos do Grupo Moema, ou um valor correspondente a algo entre US$ 100 e US$ 105 por tonelada de cana moída. O valor é superior aos US$ 65 por tonelada desembolsados pela Cosan na Usina Novamérica, negócio, no entanto, que envolveu troca de ações. O negócio, que se arrasta há mais de seis meses, deve ser ratificado até setembro. Outros possíveis compradores, como a própria Cosan e a Açúcar Guarani, não teriam ido adiante nas negociações por estarem interessados apenas em uma participação minoritária. O empresário e presidente do conselho de administração do Grupo Moema, Maurílio Biagi Filho, negou à Agência Estado que o negócio, intermediado pelo Itaú BBA, já tenha sido fechado. No entanto, Biagi não refutou as informações dadas pela reportagem sobre o preço por tonelada de cana nem o valor total da companhia. "Mas o negócio ainda segue e eu não posso comentar nada sobre ele", resumiu o empresário. Procurada pela Agência Estado, a Bunge afirmou apenas, por meio de sua assessoria de imprensa, que não possui nenhuma informação sobre a operação para ser divulgada neste momento. As usinas das quais o Grupo Moema têm participação acionária, entre elas 100% da unidade Moema, possuem uma moagem estimada em 13,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma produção de 16,5 milhões de sacas de açúcar e de 637 milhões de litros de etanol por safra. Os principais motivos para a venda seria a divergência entre os sócios, além da dívida, estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão pelas fontes do mercado.Segundo fontes, a Bunge estaria interessado no volume de açúcar produzido pela Moema para quitar margens que teria assumido nas bolsas internacionais. Existe a possibilidade, de acordo com algumas fontes, de que nem todo o valor total a ser desembolsado resulte em dinheiro à vista, podendo haver compromisso de investimentos em greenfields (projetos iniciados do zero) ou expansão de usinas no longo prazo.

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