Bunge quer criar estrutura mundial de comércio no País

A gigante Bunge Alimentos S.A. Confirmou, nesta quarta-feira, seu interesse em criar no Brasil uma estrutura mundial para o comércio do açúcar e do álcool. A empresa informou que, apesar de já procurar há alguns meses no mercado unidades sucroalcooleiras, os altos preços pedidos pelas usinas e destilarias impediram os negócios. Além do excelente cenário mundial para os derivados da cana-de-açúcar, a dependência da soja e as dificuldades logísticas para o processamento e escoamento do grão no Brasil foram fundamentais para o convencimento da diretoria empresa, nos Estados Unidos, para a entrada no novo mercado. "Nós temos uma boa estrutura e um custo menor de processamento (de soja) na Argentina", explicou o gerente de Novos Processos e Biocombustíveis, Tecnologia e Inovação da Bunge no Brasil, Frederico Kladt. EstruturaA estrutura de comercialização de açúcar contará ainda com divisões e executivos na Europa. "A prioridade é a comercialização do açúcar, porque já temos conhecimento logístico e essa estrutura montada, mas não descartamos também exportar álcool no futuro", disse Kladt, que participou, nesta quarta-feira, da Feira de Negócios do Setor de Energia (Feicana/Feibio), em Araçatuba (SP). Apesar de ainda não fecharem contratos de venda do açúcar, Oriente Médio e Rússia são os mercados visados pela Bunge no setor de açúcar. Segundo o executivo, o principal problema continua sendo o alto preço. "O valor pedido pelos usineiros, que era de US$ 30 por tonelada processada pela usina, agora chega a US$ 80", afirmou Kladt. Ele admitiu ainda a possibilidade de a Bunge se associar a uma outra empresa na aquisição de alguma unidade sucroalcooleira.

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