Burger King abre em São Paulo sua primeira unidade no Brasil

A rede norte-americana Burger King, considerada a segunda maior do mundo do segmento de fast-food, atrás apenas do McDonalds, anunciou a abertura de sua primeira unidade no Brasil. A loja, localizada no Shopping Ibirapuera, começa a funcionar nesta terça-feira. Em 15 dias, serão inauguradas as unidades do Shopping Tatuapé e Interlagos. Um grupo de investidores que conta com nomes como Helio Castro Neves, piloto da Fórmula Indy, e o apresentador da Rede Globo, Galvão Bueno, e é encabeçado por Luis Eduardo Batalha, formou a BGK do Brasil, que irá explorar o mercado paulista. A empresa norte-americana, que não permite a prática da subfranquia, ainda está negociando as parcerias para outros Estados brasileiros. A meta da BGK do Brasil é abrir 50 unidades em cinco anos. Os investimentos neste período devem somar US$ 20 milhões, sendo que US$ 3 milhões virão da matriz. O cardápio da rede é similar ao do maior concorrente, com várias opções de hambúrguer, chamados de "whopper", batatas fritas e sorvetes. Os preços dos "combos" são um pouco superiores: a promoção mais barata custa R$ 8,90 e a mais cara R$ 12,90. No McDonalds, o maior valor é de R$ 8,95. Os sanduíches no entanto são maiores e mais pesados. Há ainda a opção das cebolas empanadas (onion rings). Carne importada Todo hambúrguer a ser comercializado será importado dos Estados Unidos, Argentina e Paraguai. "O Brasil tem muitos fornecedores mas eles ainda estão se preparando para trabalhar com carne bovina da raça angus", explicou Batalha, em evento nesta terça-feira em São Paulo, que reuniu ainda o presidente internacional da Burger King, Nish Kankiwala, e o presidente da região da América Latina e Caribe, Julio Ramirez. A rede, com 11.185 restaurantes em 63 países, tem cerca de 8% de seu negócio na América Latina e Caribe, onde opera 677 lojas em 25 países. O Brasil é o nono país da América do Sul no qual a Burger King está entrando. De acordo com Ramirez, a demora para o desembarque no maior país do continente foi motivada pela busca do parceiro ideal e o modelo de negócios mais conveniente e ainda por causa das condições econômicas. Ramirez estima que as unidades brasileiras devem registrar os mesmos resultados dos restaurantes da rede em todo mundo, cujo faturamento gira em torno de US$ 1 milhão por ano. A empresa conta com um crescimento médio de vendas de 10% ao ano. O Brasil pode em 10 anos responder por 30% do faturamento da região, previu Ramirez. O faturamento global da companhia totalizou US$ 11,1 bilhões no ano fiscal encerrado em junho de 2004.

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