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Burocracia atrapalha fusão de Bolsas

A associação entre a Bolsa de valores de Lisboa, a de Paris e a Bovespa (em São Paulo), prevista há mais de um ano, não aconteceu por causa dos impostos e dos regulamentos brasileiros. A avaliação é de Manuel Alves Monteiro, presidente da Bolsa de Valores de Lisboa. "As questões nunca são meramente tecnológicas. Há dificuldades de regulação e de envio de capitais", afirmou Monteiro. Segundo Monteiro, a decisão de interromper o processo foi das três partes. "Houve uma reunião em que estive com o presidente da Bolsa de São Paulo e com o presidente da Bolsa de Paris e na qual se inventariou isso. O certo é que todos foram favoráveis à proposta de esperar mais", disse ele. No entanto, Monteiro acredita que a proposta de fusão não está definitivamente enterrada Para ele uma das questões interferiu na fusão entre as Bolsas é o fato de as maiores empresas cotadas no Brasil estarem também atuando no mercado norte-americano. "Penso que o Brasil tem boa parte das suas empresas principais voltada para Nova York nos programas American Depositary Receipt (ADR). O Brasil, penso eu, deve querer neste momento consolidar o seu mercado nas empresas nacionais".

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