Burocracia pára programa primeiro emprego, admite Berzoini

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, admitiu nesta segunda-feira que a burocracia do governo está prejudicando o programa do primeiro emprego, lançado em julho do ano passado com o objetivo de criar 250 mil vagas para jovens até o final de 2004. Ele negou que apenas uma pessoa, o estudante baiano Renilson Freire de 21 anos, tenha se beneficiado com o programa, mas anunciou a intenção de retirar os entraves. "Já estamos tomando providências para garantir a celeridade de todo o tipo de procedimento administrativo e analisando mudanças que precisam ser feitas nos mecanismos de captação de vagas", disse. Ele afirmou estar "tranqüilo" para proceder as alterações para "o programa criar velocidade e que possamos ter ainda este ano um balanço muito positivo". Berzoini esteve em Salvador para lançar o "Consórcio Social da Juventude", para a capacitação de adolescentes de baixa renda que faz parte do programa do primeiro emprego, em parceria com 13 organizações não-governamentais. Para a iniciativa o governo tem disponível R$ 2,3 milhões, recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Na estação ferroviária do bairro da Calçada foi instalada a "Estação da Juventude" que mantém várias oficinas onde jovens entre 16 e 24 anos recebem noções de ética, cidadania e o mercado de trabalho. Em Salvador a meta é capacitar em seis meses 1.120 adolescentes para entrar no mercado de trabalho através do primeiro emprego. "Temos hoje mais de 500 jovens colocados, é um programa que está ganhando velocidade nesse momento, depois de passar por toda uma fase de planejamento e estruturação e temos a confiança que vamos cumprir todas as metas projetadas para o ano".

Agencia Estado,

22 Março 2004 | 20h05

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