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Busca de alternativas

As duas instituições que estão sendo criadas pelo Brics na Cúpula de Fortaleza, o banco de desenvolvimento e o Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês), são os primeiros resultados concretos de um bloco que surgiu para tentar ser uma alternativa à dominação dos países desenvolvidos das chamadas instituições de Bretton Woods: o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, ambos criados logo após a 2.ª Guerra Mundial para financiar projetos de reconstrução e dar apoio financeiro a países em dificuldades.

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2014 | 02h03

Apesar dos discursos políticos de que serão complementares a Bretton Woods, nenhum dos países do bloco esconde que a falta de reforma nas instituições e o desejo de ampliar sua influência entre os países em desenvolvimento, além de garantir suas próprias economias, está na base da criação das duas entidades.

O banco terá capital inicial de US$ 10 bilhões, com cotas iguais para cada um dos países, e a garantia de US$ 8 bilhões, a ser aportada apenas em caso de necessidade. Será um espelho do Banco Mundial, com a missão de financiar obras de infraestrutura e desenvolvimento nos cinco países e, possivelmente, em outros emergentes. O CRA será o espelho do FMI, mas apenas para os cinco membros. Cada um dará como garantia uma parte das suas reservas, em um total de US$ 100 bilhões - US$ 41 bilhões da China, US$ 10 bilhões de Brasil, Índia e Rússia e US$ 5 bilhões da África do Sul.

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