Busca do consumidor por crédito cai após cinco altas seguidas

Pesquisa do Serasa Experian aponta queda de 0,3% em agosto, alavancada pelos consumidores de baixa renda

AE,

09 de setembro de 2009 | 11h10

Depois de cinco aumentos mensais seguidos, a procura do consumidor por crédito no Brasil teve um declínio de 0,3% em agosto em relação a julho, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado hoje. Segundo a Serasa Experian, foi decisiva para a queda a diminuição da busca das classes de renda mais baixa por crédito nos bancos, financeiras, crediários, cartões, entre outros.

 

A última vez em que esse índice ficou negativo foi em fevereiro, quando houve redução de 10,5% ante janeiro, com a demanda sentindo ainda os abalos da crise econômica internacional. Conforme os especialistas da Serasa, a queda em agosto não pode ser assinalada como uma inversão de tendência, pois o recuo não foi o bastante para diminuir a taxa de expansão anual da demanda. No acumulado do ano, continua a tendência de retomada da procura, com uma queda de 4,1% de janeiro a agosto, menor que o declínio de 5,3% de janeiro a julho.

 

Nos consumidores de baixa renda, a demanda por crédito caiu 1,9% para os com rendimento mensal de até 500 reais; 1,2% para os que ganham entre 500 e mil reais, e 0,1% no caso dos que recebem, mensalmente, entre mil reais e R$ 2 mil.

 

No acumulado dos primeiros sete meses do ano ante janeiro a julho de 2008, a baixa renda (até 500 reais) teve um recuo de 10,9% na busca por crédito. As demais camadas estão com variações acumuladas anuais muito próximas, entre -2,7% e - 4,6%.

 

Geografia 

 

Geograficamente, as Regiões Norte e Nordeste (de menor renda per capita) lideraram a queda da demanda dos consumidores em agosto, recuando 13,6% e 3,8%, respectivamente. No acumulado de janeiro a agosto ante mesmo período de 2008, todas as regiões tiveram queda no índice. O maior declínio ocorreu no Nordeste (-5,9%), seguido pelo Sudeste (-4,5%). Centro-Oeste, Sul e Norte tiveram declínios próximos de 2,6%.

 

A pesquisa foi feita baseada numa amostra de, aproximadamente, 11,5 milhões de Cadastros da Pessoa Física (CPFs) consultados mensalmente.

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