Busca pelo iPhone 4 esbarra em lista de espera

Uma semana após o lançamento do iPhone 4 no Brasil, a busca pelo aparelho continua árdua. As principais operadoras do País admitem que a procura pelos novos celulares da Apple superou as expectativas e algumas delas estão adotando filas de espera.

Bianca Pinto Lima e Bianca Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

A reportagem esteve em dois shoppings da capital paulista e conferiu as dificuldades. No Pátio Higienópolis, uma das atendentes da Vivo explica que o primeiro lote de 200 aparelhos foi completamente vendido no mesmo dia (17/9) em que chegou. Na Claro, havia poucas unidades do modelo de 16 gigabytes (GB) de memória, mas, para o de 32 GB, a opção seria entrar para uma lista que já tinha 60 pessoas.

No mesmo shopping, o quiosque da TIM tinha um cadastro com 30 nomes e a previsão era de que apenas 10 aparelhos chegariam hoje. Já para o celular de 32 GB, nem perspectiva havia. A unidade da Oi garante que tem recebido em média dois aparelhos por dia, mas também não dispunha de nenhum na tarde de sexta-feira. A lista de espera contava com 15 interessados.

Para conseguir seu iPhone 4 com a Claro, o bancário Alexandre Balak Luque, de 26 anos, peregrinou por três diferentes shoppings de São Paulo na quinta-feira. "Na loja do Pátio Higienópolis, o funcionário virou três páginas do caderno para incluir o meu nome na lista", afirma Luque. Na filial do Vila Olímpia, ele também só encontrou um cadastro de interessados. A parada final foi no Iguatemi, onde conseguiu comprar a última unidade do celular de 16 GB.

Novos lotes. No Bourbon Shopping, a Vivo contava com uma lista de 50 nomes. A previsão para receber novos aparelhos era até segunda-feira, mas a remessa seria insuficiente para atender à demanda. Na Claro, um lote prometido para quinta-feira não chegou e a loja não estava mais fazendo listas. As filiais da Oi e da TIM também estavam com falta do produto. Na primeira, a lista tinha cerca de 30 pessoas e o novo lote era esperado no final de semana. Já na TIM, o funcionário não se arriscou a fazer previsões.

O engenheiro José Luis Kemel Addas, de 49 anos, está em busca do aparelho de 32 GB desde o último domingo, sem sucesso. "Deixei o nome para contato em quatro lojas da TIM, mas até agora não retornaram. O prazo era até anteontem", afirma Addas, que também chegou a procurar Claro e Oi, com o mesmo resultado.

Oficialmente, a Vivo explica que "casos pontuais" de falta de estoque serão resolvidos nos próximos dias. A Claro confirma que as vendas "superaram as expectativas" e admite que algumas lojas estão com lista. TIM e Oi também correm com a reposição, e disseram que as lojas estão fazendo um cadastro para informar sobre a chegada do celular.

Os altos preços, que superam R$ 2 mil a depender de modelo, plano e operadora, parecem não estar inibindo os fãs da Apple. Ainda assim, uma enquete realizada ao longo desta semana pelo site Economia & Negócios mostra que, dos 1.207 leitores participantes, 90,2% não se mostraram dispostos a comprar o celular, principalmente pelo custo. Os 9,8% restantes assumiram interesse em ter o iPhone 4, sob argumento de que a qualidade e a performance do produto compensam o preço salgado.

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