ANDRE DUSEK/ESTADAO
ANDRE DUSEK/ESTADAO

'Buscaremos alternativas ao aumento de impostos', diz Dyogo Oliveira

Em entrevista à Rádio Eldorado, o ministro do Planejamento afirmou que o governo está otimista quanto à recuperação da economia e com o consequente aumento de receitas

Thaís Barcellos e Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2017 | 09h00

SÃO PAULO - O ministro do Planejamento Dyogo Oliveira não negou completamente a possibilidade de aumento de impostos no decorrer do ano, mas disse que essa será a última opção para fechar o orçamento. Em entrevista nesta sexta-feira, 31, à Rádio Eldorado, Dyogo afirmou que o governo está otimista quanto à recuperação da economia e com o consequente aumento de receitas.

"É difícil falar do futuro, mas nossa perspectiva é otimista. O que posso dizer é que não teremos aumento de impostos agora. Temos de avaliar receita posteriormente e buscaremos alternativas a aumento de impostos", disse Dyogo.

Segundo o ministro, o governo teve todos os cuidados para impedir a elevação de tributos a fim de evitar comprometimento do processo de retomada econômica. "Nesse momento foi possível evitar." Dyogo se refere às medidas orçamentárias anunciadas na última quarta-feira para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões nas contas, além do déficit já previsto de R$ 139 bilhões neste ano.

A equipe econômica decidiu fazer um contingenciamento de R$ 42,1 bilhões e contou com receitas extraordinárias. O único imposto anunciado foi a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de cooperativas de crédito.

"Vamos usar uma série de outras medidas que não sejam elevações de impostos, porque temos compromisso com as metas fiscais. Isso é importante para que evitemos um comprometimento elevado da dívida pública. Por outro, temos que fazer a economia crescer e retomar o emprego. Esse é um quebra-cabeça difícil de montar", afirmou.

Dyogo também reforçou que o governo está fazendo grande esforço no corte de despesas. No caso do auxílio-doença, segundo ele, a revisão não tirou o direito das pessoas e gerou uma economia de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões. Em cortes de cargos e ministérios, o ministro afirmou que a redução foi dos custos foi de 4% no ano passado. Ele ainda citou a PEC do Teto de Gastos. "O esforço é grande de restrição mas dependemos da receita."

No PAC, ele explicou novamente a redução do investimento de R$ 37 bilhões para cerca de R$ 27 bilhões. Mas Dyogo afirmou que a expectativa é que haja recuperação de receitas nos próximos meses e que esse corte seja reduzido.

Tudo o que sabemos sobre:
SÃO PAULOOliveiraImpostoIOFPECPAC

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.