Bush admite que pacote vai demorar a ter impacto

Bolsas de Nova York mantêm tendência de instabilidade ao final de semana volátil.

Da BBC Brasil, BBC

17 Outubro 2008 | 14h18

O presidente americano, George W. Bush, fez um novo pronunciamento nesta sexta-feira para procurar acalmar os investidores e os contribuintes americanos, temerosos quanto à eficiência do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo governo dos Estados Unidos para ajudar os mercados há duas semanas.Segundo o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, as bolsas permaneceram instáveis desde a aprovação do plano, e Bush está tentando convencer os americanos que o pacote vai funcionar."As ações vão demorar mais tempo para ter seu impacto completo", disse o presidente. "Demorou um pouco para o sistema de crédito congelar, e vai demorar um pouco para o sistema de crédito descongelar."Bush também disse que continuará a trabalhar com líderes europeus em um esforço coordenado para conter a instabilidade nos mercados.No fim de semana, o presidente americano receberá em Camp David o presidente da França e da União Européia, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso."Nossos parceiros europeus estão adotando medidas corajosas, que mostraram ao mundo que estamos determinados a superar este desafio juntos, e têm o apoio integral dos Estados Unidos", afirmou Bush.BolsasAo final de uma das semanais mais voláteis da história nas bolsas de valores, os principais índices de Walt Street oscilavam entre altas e baixas nesta sexta-feira, após a divulgação de um novo dado negativo sobre o desempenho da economia americana.O governo americano divulgou dados que confirmam uma queda maior do que a esperada na construção de novas casas no país. Segundo o Departamento de Comércio, a construção caiu 6,3% em setembro.Pela manhã, tanto a bolsa de Nova York como a bolsa eletrônica Nasdaq registraram altas moderadas, mas, no início da tarde, reverteram a tendência e operavam no negativo.Apenas nesta semana, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou com variação positiva de 11,08% na segunda-feira, teve desvalorização de 0,82% na terça, recuou 7,87% na quarta-feira e se recuperou na quinta-feira com alta de 4,68%.A variação indica que os investidores permanecem inseguros quanto aos efeitos das medidas anunciadas nos Estados Unidos e na Europa para conter a crise financeira global, mas representa uma melhoria em relação à semana passada, quando Wall Street registrou perdas maiores e os investidores perderam bilhões de dólares.Na Europa, em pregões também instáveis, com flutuações ao longo da manhã, as principais bolsas encerraram a sexta-feira com altas.Em Londres, o FTSE avançou 5,22%; em Paris, o Cac teve ganhos de 4,68%, e o Dax, de Frankfurt, fechou em alta de 3,43%.Antes, na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em alta de 2,8% - após uma queda de mais de 11% na quinta-feira. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 4,44%, indo para 14.554,21 pontos, o menor nível em quase três anos.PetróleoDepois de cair para menos de US$ 70 pela primeira vez em 14 meses na quinta-feira, o preço do barril de petróleo voltou a subir em Nova York.A alta para cerca de US$ 72 (às 11h, no horário de Brasília) ocorreu em meio à expectativa de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anuncie um corte na produção em uma reunião que será realizada daqui a uma semana.O barril no mercado nova-iorquino havia fechado em US$ 69,85 na quinta-feira e US$ 74,54 no dia anterior.Há um mês, o barril era negociado a US$ 91,15.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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