finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Bush admite que poderá resgatar mais bancos

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou ontem que seu governo continua pronto "para intervir, no futuro, se for necessário", e salvar mais entidades financeiras, tal como fez com o Citigroup. Na madrugada de ontem, o Departamento do Tesouro, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) anunciaram que investirão US$ 20 bilhões no Citigroup, que já foi a maior instituição financeira do país e hoje amarga perdas de US$ 65 bilhões. Além disso, o Tesouro dos Estados Unidos e a FDIC tentarão evitar eventuais prejuízos do banco por um valor de US$ 306 bilhões em empréstimos e valores apoiados por bens imobiliários e comerciais e outros ativos da entidade, que seguirão pertencendo ao balanço do Citi. "Atuamos ontem à noite como fizemos anteriormente, e no futuro voltaremos a fazê-lo se for necessário", disse Bush, em uma breve declaração fora da Casa Branca, onde esteve acompanhado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson. Bush disse que tinha consultado o presidente eleito, Barack Obama, sobre a decisão de ajudar o Citigroup e que seu gabinete econômico se mantém em "estreito contato" com a equipe de transição do governo que terá início em 20 de janeiro. ESPECULAÇÕESAlguns analistas afirmaram que a ajuda dada ao Citigroup talvez não seja a última: o Bank of America assumiu bilhões de dólares em hipotecas de alto risco quando adquiriu a Countrywide Financial e, talvez, necessite, em breve, de um auxílio do governo. O Morgan Stanley, segundo os analistas, se encaminha para uma perda US$ 0,80 por ação neste trimestre.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.