Bush alerta contra intervenção excessiva na economia

Governo colocará US$ 150 bilhões nos bolsos dos americanos no segundo trimestre deste ano

EFE

15 de março de 2008 | 14h20

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinalou neste sábado, 15, que o governo deve evitar ir longe demais em seus esforços para salvar a economia, e alertou que "uma das piores coisas que se pode fazer é uma correção excessiva". Bush insistiu, em seu discurso radiofônico semanal, que o programa de estímulo fiscal aprovado recentemente, que olocará US$ 150 bilhões nos bolsos dos contribuintes, deve aquecer a economia para o segundo trimestre do ano, e ter um impacto ainda mais visível no terceiro. Apesar disso, advertiu contra um possível "excesso de ação", motivado sobretudo pela grave crise no setor hipotecário. "Caso decidíssemos perseguir algumas das soluções governamentais que escutamos em Washington, agravaríamos um problema complicado, e acabaríamos prejudicando, mais do que ajudando, os proprietários", afirmou.  A economia superou a campanha no Iraque como o principal motivo de preocupação dos eleitores no atual ano eleitoral, perante um cenário de desemprego, aumento dos preços do petróleo, crise creditícia e turbulências em Wall Street. "Podemos estar seguros de que a longo prazo nossa economia seguirá crescendo; mas a curto prazo, está claro que o crescimento se desacelerou", admitiu.  Os democratas afirmaram que tentarão impulsionar a economia com medidas destinadas a ajudar o setor imobiliário, assim como com uma maior eficiência energética e energias renováveis. "O presidente segue tentando convencer a si mesmo de que a falta de ação é a cura para todos os problemas econômicos sofridos pelos esforçados trabalhadores americanos", disse o líder da maioria democrata, Harry Reid. "Mas os democratas sabem que a política de esperar e ver não é uma estratégia responsável para uma economia que está à beira da recessão", acrescentou. Bush se opõe a algumas das medidas em debate no Congresso para ajudar o setor imobiliário, porque acredita que inflacionariam artificialmente os preços."Muitos casais jovens que tentam adquirir sua primeira casa ficaram à margem do mercado por causa dos preços inflacionados", indicou o presidente. "O mercado está agora em um processo de autocorreção, e adiar essa correção só prolongaria o problema", acrescentou.

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